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Amós, AM, 7:11, Porque assim diz Amós: ´Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora de sua terra, em cativeiro.`
Por Amós, Antigo TestamentoOs Três Mal-Amados O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina. O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina. O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água. O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome. O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel. O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso. O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Por João Cabral de Melo NetoEm toda a minha vida, eu achei que eu fosse uma garota invisível. Mas você sempre teve olhos pra mim. Desculpa não ter percebido isso antes. Ninguém no mundo me completaria do jeito que você me completa.
Por A garota invisível (filme)O futuro chegou e estávamos com tanta pressa de chegar aqui! Deixamos tudo para trás e nos esquecemos de tanta coisa. A nossa família agora está órfã. Meus netos e bisnetos não saberão o caminho de volta a não ser que tenham uma história. Conte-lhes sobre a nossa trajetória.
Por Julia AlvarezÊxodo, EX, 5:20, Quando saíram da presença de Faraó, encontraram Moisés e Arão, que estavam à espera deles,
Por Êxodo, Antigo TestamentoJoão, JO, 18:19, Então o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito dos seus discípulos e da sua doutrina.
Por João, Novo TestamentoNeemias, NE, 10:30, que não dariam as suas filhas em casamento aos povos da terra, nem escolheriam as filhas deles para casar com os seus filhos;
Por Neemias, Antigo TestamentoVocê pode negar, mas se parece mais comigo do que pensa. Só não quero que cometa os mesmos erros.
Por Fique Comigo (série)