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Aos dezoito anos, nossas convicções são colinas de onde contemplamos o horizonte; aos quarenta e cinco, são cavernas em que nos escondemos.
Por F. Scott FitzgeraldI Samuel, 1SM, 17:57, Quando Davi voltou, depois de matar o filisteu, Abner o tomou e o levou à presença de Saul. Davi ainda trazia na mão a cabeça do filisteu.
Por I Samuel, Antigo TestamentoO mundo não foi feito em alfabeto. Senão que primeiro em água e luz. Depois árvore.
Por Manoel de BarrosTiago, TG, 2:16, e um de vocês lhes disser: ´Vão em paz! Tratem de se aquecer e de se alimentar bem`, mas não lhes dão o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?
Por Tiago, Novo TestamentoPra que se lamentar Se em tua vida pode encontrar Quem te ame com toda força e ardor Assim sucumbirá a dor
Por Grupo RevelaçãoO bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.
Por René DescartesII - O Meu Olhar O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de, vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender ... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar ... Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar...
Por Alberto CaeiroToco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Por Julio Cortázar