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O morcego Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: Na bruta ardência orgânica da sede, Morde-me a goela igneo e escaldante molho. "Vou mandar levantar outra parede..." — Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho, Circularmente sobre a minha rede! Pego de um pau. Esforços faço. Chego A tocá-lo. Minh'alma se concentra. Que ventre produziu tão feio parto?! A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto!
Por Augusto dos AnjosHá coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade. (Ahren Schreave)
Por Kiera CassJó, JÓ, 42:4, Disseste: ´Escute, porque eu vou falar; farei perguntas, e você me responderá.`
Por Jó, Antigo TestamentoEssa simplificação de um discurso, porque as pessoas acham que tudo deve ser assimilado rapidamente, irrita.
Por Ana Maria GonçalvesDurante uma viagem, a face da realidade muda com as montanhas e os rios, com a arquitetura dos edifícios, a disposição dos jardins, a linguagem, a cor da pele. E a realidade de ontem queima na dor da separação; o dia anterior é um episódio finalizado, para nunca mais voltar; o que aconteceu há um mês é um sonho, uma vida passada.
Por Annemarie SchwarzenbachLembranças Quantas …Quantas noites mal dormidas, vendo o deslizar das horas mortas, vagamos por imagens absortas no silêncio da casa adormecida. Quantas as lembranças produzidas, que tomam de assalto o vão das portas e erguem um retrato em linhas tortas daquilo o que foram nossas vidas. E neste emaranhado sempre tem a dor d’uma lágrima sentida que recorda-nos a face de alguém. Alguém, por quem a alma chora e sonha e o abraço ao travesseiro é a saída …Mesmo que as vezes lhe encharque a fronha!
Por Jenário de Fátima