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É Proibido É proibido chorar sem aprender, Levantar-se um dia sem saber o que fazer Ter medo de suas lembranças. É proibido não rir dos problemas Não lutar pelo que se quer, Abandonar tudo por medo, Não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor. É proibido deixar os amigos Não tentar compreender o que viveram juntos Chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, Fingir que elas não te importam, Ser gentil só para que se lembrem de você, Esquecer aqueles que gostam de você. É proibido não fazer as coisas por si mesmo, Não crer em Deus e fazer seu destino, Ter medo da vida e de seus compromissos, Não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram, Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente. É proibido não tentar compreender as pessoas, Pensar que as vidas deles valem mais que a sua, Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar sua história, Deixar de dar graças a Deus por sua vida, Não ter um momento para quem necessita de você, Não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, Não viver sua vida com uma atitude positiva, Não pensar que podemos ser melhores, Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Por Alfredo Cuervo Barrero" As lágrimas são um rio que nos leva a algum lugar. O choro forma um rio em volta do barco que carrega a vida da alma. As lágrimas erguem seu barco das pedras, soltam-no do chão seco, carregam-no para um lugar novo, um lugar melhor. Há oceanos de lágrimas que as mulheres nunca choraram por terem sido ensinadas a levar para o túmulo os segredos dos pais e das mães, dos homens, da sociedade, bem como os seus próprios. O choro da mulher sempre foi considerado muito perigoso, pois ele abre os trincos e os ferrolhos dos segredos que ela carrega. Na realidade, porém, para o bem da alma selvagem da mulher, é melhor chorar. Para as mulheres, as lágrimas são um princípio de iniciação para o ingresso no clã das cicatrizes, essa eterna tribo de mulheres de todas as cores, todas as nacionalidades, todos os idiomas, que no decorrer dos séculos passaram por algo de grandioso e que mantiveram seu orgulho."
Por Clarissa Pinkola Estésdívida não é minha função te fazer ficar eu não te devo nada eu não te devo minhas horas de trabalho as noites que chorei por ti as manhãs em que procurei alguma mensagem e nada pulsava as tardes onde as plantas precisavam te ver porém presença alguma aguava o caule amansava a casa e eu não te devo nada. não te devo os textos que escrevi enquanto te esperava voltar as mensagens escritas e apagadas tantas e tantas vezes às segundas e terças e todos os outros dias as vezes que dei perda total e gritei teu nome em alguma balada da Rua Augusta o choro preso na garganta na linha amarela do metrô a angústia que me acompanhava durante o trajeto de quarenta e cinco minutos da linha azul todas as outras cores do metrô de São Paulo que já me viram padecer e ter crises de ansiedade de ausência de solidão os passos dados em direção a algum lugar, qualquer um, que tirasse você da minha cabeça eu não te devo nada eu não te devo os boletos que você pagou e as compras de mercado que fizemos juntos as feiras às terças e as frutas que comprávamos no fim de semana pois era mais barato e estavam mais bonitas as idas ao hortifruti no sábado e aos domingos o pastel com caldo de cana eu não te devo os jantares a lasanha com Coca-Cola nos almoços a padaria da esquina pela manhã e todo o ritual que tínhamos para fazer qualquer coisa nas primeiras horas do dia eu não te devo as festas na casa dos amigos nem as vezes que ficamos chapados de cigarro ou intimidade as comemorações de promoção no trabalho as garrafas de vinho compradas na promoção do supermercado Zona Sul a pia cheia de louça esperando para ser limpa não é minha função te fazer ficar eu não te devo nada nenhuma lágrima que chorei na terapia às quintas das 19 às 20h o chocolate que eu comia toda vez que uma crise aparecia atrás de mim e me assustava os pelos do pescoço os gritos e as brigas e os dias sem se falar e as semanas se desmanchando na adrenalina de enfim perceber que estava acabando que estava indo tudo estava indo mas eu não te devo nada as horas na casa da sua mãe reclamando que uma vez mais nós estávamos distantes afastados mais distantes do que óleo e água quando colocados juntos não nos misturávamos nem queríamos nos misturar os passeios de bike pela orla da praia as vezes que jogamos vôlei com pessoas desconhecidas e as tornamos mais conhecidas que um ao outro as tardes no arpoador com cerveja e cigarro as viagens para Salvador para visitar meus pais porque você queria mostrar a eles o quanto os amava apesar de mim eu não te devo os discos que você comprou nos meus aniversários os vinis da Maria Bethânia e Gilberto Gil a vitrola que continha um anel de noivado e todas as histórias memórias e tristezas de um casamento que quase deu certo se não fosse por você por nós pela vida não é minha obrigação te fazer ficar de repente redecorar o apartamento mudar os móveis de lugar colocar o sofá rente à parede abrir as janelas ceder ainda mais espaço na cama e fechar a porta a decisão continuaria sendo sua meu bem a decisão da mão na maçaneta das malas no centro da sala o discurso de quem se perdeu e não sabe como voltar como retornar ao primeiro momento ao primeiro instante à primeira comunhão a verdade é que nos perdemos entre os silêncios compridos dos dias que pareciam inofensivos, mas que traziam consigo vazios e espaços indesculpáveis dias que abriram crateras entre nós e nossos desejos alargando o espaço que existia na cama e em nossas almas apagando a paixão com extintores de incêndio e beijos mornos e abraços pequenos e sexos sem amor queimando o tesão com pitadas de sonolência provas da faculdade e expediente em horários que deveríamos estar juntos fazendo alguma coisa qualquer coisa eu não podia te fazer ficar você já sabia o caminho até sua outra casa destino e coração já havia outra cama esperando pelo seu corpo ter com quem conversar outra rede na varanda e o anseio de te ver descansar da vida e do perigo da vida de mim e do perigo que fomos um ao outro você já havia decorado o tamanho dos paralelepípedos o cheiro do pão da padaria próxima à rua que agora você mora o aroma dos carros atravessando a pista e dizendo que a vida não para porque duas pessoas que se gostaram um dia deixaram de se compartilhar a vida não espera a gente meu amor e isso é terrivelmente triste e necessário também mas eu não te devo nada. não nos devemos.
Por Igor Pires (escritor)Lucas, LC, 12:48, <J>Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites.</J> <J>Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.</J>
Por Lucas, Novo TestamentoO mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Por Carlos Drummond de AndradeII Samuel, 2SM, 9:13, Mefibosete morava em Jerusalém, porque fazia as refeições sempre à mesa do rei. Ele era coxo de ambos os pés.
Por II Samuel, Antigo TestamentoI Samuel, 1SM, 1:6, Penina, sua rival, a provocava excessivamente para a irritar, porque o Senhor a tinha deixado sem filhos.
Por I Samuel, Antigo TestamentoQuando interferiu no feitiço para esquecerem que Peter Parker é o Homem-Aranha, começamos a receber visitas de todos os universos.
Por Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa