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Se um homem perdeu uma perna ou um olho, ele sabe que perdeu uma perna ou um olho; mas se ele perdeu a ele próprio - o seu eu - ele não sabe, porque ele já não está lá para saber isso.
Por Oliver SacksA vida, é certo, não será um sítio excepcional para as paixões. Nos países humanos, o amor mistura-se muito com palavras equívocas. 0 fogo que existe numa lareira, por exemplo, é um fogo servil, cultural, educado. Uma coisa vermelha, mas mansa, que nos obedece. Só é natureza, o fogo na lareira, quando, vingando-se, provoca um incêndio. E o amor assim funciona. Mas é preferível o contrário.
Por Gonçalo M. TavaresExcelência e humildade verdadeiras não são incompatíveis uma com a outra, ao contrário, elas são irmãs gêmeas.
Por Jean Baptiste LacordaireJeito Doce Ela possui um jeito doce, não deixa a nossa vida amargar. Sabe dizer algo, sem ter que magoar, me fascina sem querer só faz querer amar, e neste mar de amor bonança é se afogar.
Por Marciel Muniz dos SantosProvérbios, PV, 3:28, Não diga ao seu próximo: ´Vá e volte mais tarde; amanhã eu terei algo para dar`, se você tem isso em suas mãos agora.
Por Provérbios, Antigo TestamentoEm verdade temos medo. Nascemos escuro. As existências são poucas: Carteiro, ditador, soldado. Nosso destino, incompleto. E fomos educados para o medo. Cheiramos flores de medo. Vestimos panos de medo. De medo, vermelhos rios vadeamos. Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos. Há as árvores, as fábricas, Doenças galopantes, fomes. Refugiamo-nos no amor, este célebre sentimento, e o amor faltou: chovia, ventava, fazia frio em São Paulo. Fazia frio em São Paulo… Nevava. O medo, com sua capa, nos dissimula e nos berça. Fiquei com medo de ti, meu companheiro moreno, De nós, de vós: e de tudo. Estou com medo da honra. Assim nos criam burgueses, Nosso caminho: traçado. Por que morrer em conjunto? E se todos nós vivêssemos? Vem, harmonia do medo, vem, ó terror das estradas, susto na noite, receio de águas poluídas. Muletas do homem só. Ajudai-nos, lentos poderes do láudano. Até a canção medrosa se parte, se transe e cala-se. Faremos casas de medo, duros tijolos de medo, medrosos caules, repuxos, ruas só de medo e calma. E com asas de prudência, com resplendores covardes, atingiremos o cimo de nossa cauta subida. O medo, com sua física, tanto produz: carcereiros, edifícios, escritores, este poema; outras vidas. Tenhamos o maior pavor, Os mais velhos compreendem. O medo cristalizou-os. Estátuas sábias, adeus. Adeus: vamos para a frente, recuando de olhos acesos. Nossos filhos tão felizes… Fiéis herdeiros do medo, eles povoam a cidade. Depois da cidade, o mundo. Depois do mundo, as estrelas, dançando o baile do medo.
Por Carlos Drummond de Andrade(...) Como todos os brasileiros, tentei, lutei, me esforcei para acreditar que a situação do meu país iria melhorar um dia, mas a cada ano que passa as coisas parecem mais complicadas, independentemente do governante, do partido, dos planos econômicos, ou da ausência dos mesmos.
Por Paulo CoelhoGênesis, GN, 46:30, Israel disse a José: - Já posso morrer, pois vi o seu rosto e sei que você ainda está vivo.
Por Gênesis, Antigo Testamento