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Jó, JÓ, 22:12, ´Não está Deus nas alturas do céu? Olhe para as estrelas mais altas! Que altura!

Por Jó, Antigo Testamento

A poesia pulsa no sangue A poesia pulsa na alma A poesia pulsa no coração A poesia é calmante A poesia é doce e sal A poesia é o sol é a lua A poesia dança, ama A poesia faz amor em muita cama A poesia se apaixona e odeia. Ela mata, ela fere A poesia é o mar envolto A poesia é a areia na praia A poesia é o ser humano A poesia é a criança A poesia é o sol nascendo e si pondo A poesia é alegria, tristeza, politica, safadeza. A poesia é delicadeza. A poesia é imensidão, infinita, universal A poesia é o nascimento é a morte A poesia é a noite é o dia A poesia é vida. Esse poema está a minha segunda antologia, publicada pelo Beco dos Poetas

Por Antonia diniz

Gênesis, GN, 18:7, Abraão, por sua vez, correu ao gado, pegou um novilho tenro e bom, e o entregou a um empregado, que se apressou em prepará-lo.

Por Gênesis, Antigo Testamento

Isaías, IS, 60:10, ´Estrangeiros edificarão as suas muralhas, e os seus reis a servirão. Porque no meu furor eu a castiguei, mas na minha graça tive compaixão de você.

Por Isaías, Antigo Testamento

Hebreus, HB, 11:36, outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, sim, até de algemas e prisões.

Por Hebreus, Novo Testamento

A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial, o adjectivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso á frase.

Por Charles Baudelaire

Um grande desgosto, e um que estou apenas começando a entender – não escolhemos nosso próprio coração. Não temos como nos forçar a querer o que é bom para nós ou o que é bom para outras pessoas. Não escolhemos ser as pessoas que somos.

Por Donna Tartt

Juízes, JZ, 10:1, Depois de Abimeleque, Tola, filho de Puá, filho de Dodô, homem de Issacar, se levantou para livrar Israel. Ele morava em Samir, na região montanhosa de Efraim.

Por Juízes, Antigo Testamento

O que dá mais raiva A garota comia sardinha e arrotava caviar, adorava gabar-se entre amigas do Audi A3 Sportback vermelho que você comprou e não pagava uma caixa de fósforos. Essa vai ser fácil esquecer! A gatinha tinha ciúme até da dona Silvina, sua vizinha que só se alimenta através de sonda, dá pra contar nos dedos do Lula quantas baladas na companhia dela não terminaram em auê e você vivia na iminência de ser o próximo ator principal do teste de fidelidade da Márcia Goldschmidt. Um beijo e adeus! Sua ex-namorada dava pelota até para o Adamastor, o porteiro do seu prédio, contava mais homens que o Romário gols e a arquibancada geral do time da cidade já tinha cânticos personalizados com o nome da ninfa. Essa raiva vai passar! Quando a gente ama, mas os defeitos são condenáveis, fica mais acessível esquecer. Perverso é omitir de nós mesmos, uma mulher que amamos por inteira, alguém cuja mistura de qualidades e defeitos resultava numa parceira irreparável. Assim, tentar esquecer é lembrar. E lembrar dá raiva. O que dá raiva não é a capacidade que ela tinha de bisbilhotar a vida alheia. O que dá raiva é lembrar do instinto maternal que acordava nela toda vez que você contraía um resfriado. Não dá raiva lembrar da atração irremediável dela por utensílios da Dolce & Gabbana. O que dá raiva é lembrar dos beijos prolongados antes do sol raiar. Não dá tanta raiva lembrar dela assassinando a voz da Adriana Calcanhoto debaixo do chuveiro, quanto dá raiva recordar dela trajada de vestido florido, calcinha de algodão, chinelo havaianas e cabelos soltos desafiando o vento. A raiva que você sente da insensatez da garota para tratar das doenças sociais mundanas nem se compara com a raiva daquele jeito sapeca que te fazia desejar uma garotinha com o xerox daquele sorriso correndo pela casa. Não é que ela fez de errado, nem os muitos defeitos, nem o que você viveu colado naquela têia. A pior raiva é das lacunas vazias que adeus nenhum é capaz de apagar.

Por Gabito Nunes

Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer.

Por Alexandre Herculano