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Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito, amor, mas não pode ser Moro em Jaçanã Se eu perder esse trem Que sai agora, às onze horas Só amanhã de manhã
Por Adoniran BarbosaAinda que pra te servir, Jesus, eu tenha que chorar Te servirei porque comigo estarás Sofrer contigo é bem melhor do que errar Perdoa-me porque às vezes não consigo nem falar Logo as lágrimas meus olhos vêm molhar Como um sinal que Tu estás neste lugar
Por LaurieteQuantas vezes tive que esconder tudo o que eu sentia Pra ver as coisas melhorarem, talvez, algum dia
Por DenovJoão, JO, 17:23, <J>eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.</J>
Por João, Novo TestamentoI Samuel, 1SM, 5:7, Quando os homens de Asdode viram o que estava acontecendo, disseram: - A arca do Deus de Israel não deve ficar entre nós, pois a sua mão é dura sobre nós e sobre Dagom, nosso deus.
Por I Samuel, Antigo TestamentoLevítico, LV, 27:4, Porém, se for mulher, a avaliação será de trezentos e sessenta gramas.
Por Levítico, Antigo TestamentoO dizido das horas no Sertão por Jessier Quirino Para o sertanejo antigo, O ponteirar do relógio, De hora em hora, a passar, Da escurecença da noite, À solnascença do dia, É dizido, ao jeito deles, No mais puro boquejar: Se diz até que os bichos, Galo, nambu, jumento, Sabe as hora anunciar! Uma hora da manhã, Primeiro canto do galo. Quando chega duas horas, Segundo galo, a cantar. Às três, se diz madrugada, Às quatro, madrugadinha, Ou o galo a miudar! Às cinco, é o cagar dos pintos, Ou, mesmo, o quebrar da barra. Quando é chegada seis horas, Se diz: o sol já de fora, Cor de Crush, foi-se embora… E tome o dia, a calorar! Sete horas da manhã É uma braça de sol. O sol alto é oito em ponto, O feijão tá quase pronto E já borbulha o mungunzá! Sendo verão, ou, se chove, Ponteiro bateu as nove… É hora de almoçar! Às dez é almoço tarde, Pra quem vem do labutar. Se o burro dá onze horas, Diz: quase mei dia em ponto! Às doze é o sol a pino, Ou o pino do meio dia. O suor desce de pia, Sertão quente, de torá! Daí pa frente, o dizido, Ao invés de treze horas, Se diz: o pender do sol. Viração da tarde é duas, Quando é três, é tarde cedo, Às quatro, é detardezinha, Hora branda, sem calor. O sol perde a cor de zinco Quando vai chegando às cinco, Roda do sol… a se por! Às seis é o por do sol, Ou hora da Ave Maria. Dezenove, ou sete horas, Se diz que é pelos cafús. Às oito, boca da noite, Lá pras nove, é noite tarde, Às dez, é a hora velha, Ou a hora da visage! É quando o povo vê alma, Nos escuros do lugar. É horona pirigosa, Fantasmenta e assustosa, Pro cabra se estupefar! Às onze, é o frião da noite, É Sertão velho, a gelar, Meia noite é meia noite E acabou-se o versejar. Mais um dia foi-se embora E, assim, é dizida as horas Neste velho linguajar!
Por Jessier Quirino