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Salmos, SL, 33:17, O cavalo não garante a vitória; apesar de sua grande força, a ninguém pode livrar.

Por Salmos, Antigo Testamento

Gênesis, GN, 24:48, E, prostrando-me, adorei o Senhor e louvei o Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido por um caminho direito, a fim de encontrar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente.

Por Gênesis, Antigo Testamento

Se você disser que eu desafino, amor Saiba que isto em mim provoca imensa dor Só privilegiados têm ouvido igual ao seu Eu possuo apenas o que Deus me deu

Por João Gilberto

II Timóteo, 2TM, 1:17, Pelo contrário, quando chegou a Roma, me procurou com persistência até me encontrar.

Por II Timóteo, Novo Testamento

Antes que elas cresçam Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Por Affonso Romano de Sant'Anna

Ezequiel, EZ, 16:57, antes que se descobrissem as maldades que você fazia? Agora você se tornou, como ela, objeto de zombaria das filhas da Síria e de todos os que estão ao redor dela, as filhas dos filisteus que a desprezam.

Por Ezequiel, Antigo Testamento

Salmos, SL, 81:7, Na angústia, vocês clamaram e eu os livrei; do esconderijo do trovão eu lhes respondi; e eu os pus à prova junto às águas de Meribá.

Por Salmos, Antigo Testamento

O que é O Teatro Mágico? Ninguém pode falar sem nunca ter ouvido, Ninguém pode falar sem nunca ter sentido. Talvez se entendêssemos de que se trata esse ‘tal Teatro Mágico’ Perderíamos a Graça, a Claudia, a Marta. O Teatro Mágico não é pra se entender O Teatro Mágico é pra se sentir, para se viver. Teatro Mágico é aquele sorriso involuntário voluta o ario lutario rio sem medir. O choro de vida da senhora guardado no coração corar a são É dar a mão, o pão, deixar-se levar pela emoção Deixar livre o coração, a imaginação. É a união do 'serumano' Ser humano O Teatro Mágico é cada um de nós É conhecer o seu eu, teu, ateu, tua, nua, pura, rua. Vamos cada um de nós, fazermos o nosso Teatro Mágico De risos, choros e abraços compartilhados. Cantos e encantos e momentos tantos. Vamos camarada Vamos pra luta. Mas não a luta armada E sim a luta amada A luta daqueles que têm no coração o poder da criação, A força da imaginação. Vem, vem que eu seguro a tua mão.

Por Fernando Anitelli

Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje.

Por Provérbio Chinês

Ao reencontrar os amigos, todos nós já provamos o encanto das más lembranças.

Por Antoine de Saint-Exupéry