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Será que já se acostumou A dormir com os dois travesseiros Não disputar espaço no chuveiro E acordar sem o meu beijo chato de despertador?

Por Gustavo Mioto

Êxodo, EX, 2:13, Moisés saiu no dia seguinte, e eis que dois hebreus estavam brigando. Então perguntou ao culpado: - Por que você está espancando o seu próximo?

Por Êxodo, Antigo Testamento

Gênesis, GN, 47:9, Jacó lhe respondeu: - São cento e trinta anos de peregrinação. Foram poucos e maus os anos de minha vida e não chegam aos anos de vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações.

Por Gênesis, Antigo Testamento

Uma árvore nua aponta o céu. Numa ponta brota um fruto. A lua?

Por Guilherme de Almeida

Salmos, SL, 64:8, Assim, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os veem balançam a cabeça.

Por Salmos, Antigo Testamento

Salmos, SL, 140:9, Se exaltam a cabeça os que me cercam, que a maldade dos seus lábios caia sobre eles.

Por Salmos, Antigo Testamento

A esquerda é boa para duas coisas: organizar manifestações de rua e desorganizar a economia.

Por Humberto Castello Branco

Êxodo, EX, 35:6, pano azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra,

Por Êxodo, Antigo Testamento

Você só terá poder sobre as pessoas, desde que não tire tudo delas.

Por Alexander Solzhenitsyn

Olhos de ressaca minha deusa negra quando anoitece desce as escadas do apartamento e procura a estátua no centro da praça onde faz o ponto provisoriamente eu fico na cama pensando na vida e quando me canso abro a janela enxergando o porto e suas luzes foscas o meu coração se queixa amargamente penso na morena do andar de baixo e no meu destino cego, sufocado nesse edifício sórdido & sombrio sempre mal e mal vivendo de favores e a minha deusa corre os esgotos essa rede obscura sob as cidades desde que a noite é noite e o mundo é mundo senhora das águas dos encanamentos eu escuto o samba mais dolente & negro e a luz difusa que vem do inferninho no primeiro andar do prédio condenado brilha nos meus tristes olhos de ressaca e a minha deusa, a pantera do catre consagrada à fome e à fertilidade bebe o suor de um marinheiro turco e às vezes os olhos onde a lua eu recordo os laços na beira da cama percorrendo o álbum de fotografias e não me contendo enquanto me visto chego à janela e grito pra estátua se não fosse o espelho que me denuncia e a obrigação de guerras e batalhas eu me arvoraria a herói como você, meu caro pra fazer barulho e preservar os cabarés.

Por Geraldo Carneiro