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Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar o conceito de céu e inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo: – Não passas de um rústico… não vou desperdiçar meu tempo com gente da tua laia! Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada da bainha, berrou: – Eu poderia te matar por tua impertinência. – Isso – respondeu calmamente o monge – é o inferno. Espantado por reconhecer como verdadeiro o que o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a revelação. – E isso – disse o monge – é o céu.
Por Daniel GolemanOs erros do nosso passado ressurgiram apesar de tudo o que fizemos para apagar os vestígios minha língua está contaminada com tudo o que roubamos para controlar e apagar e substituir em um país ainda rico com os lucros da escravidão. Até agora, não houve reparações.
Por Kate TempestE todo esse tempo eu estive mentindo Mentindo em segredo para mim mesma Eu estive colocando tristeza no lugar mais distante da minha estante
Por AURORA (cantora)Açude Lembro-me daquele açude Lá no sítio de tia Maria Onde a água refletia Meu rosto com plenitude Lá estava a juventude Que nunca mais revivi Só me restou, por fim A pior das crueldades Me banhar com a saudade Que a gente sente de si (Jefferson Moraes) 10/09/2014 Olinda, Pernambuco
Por Jefferson MoraesEu queria que minha vida começasse - mas naqueles raros momentos em que parecia que algo poderia realmente mudar, o pânico tomava conta de mim.
Por Curtis SittenfeldNegritude Ouço o eco gemendo, Os gritos de dor, Dos navios negreiros. Ouço o meu irmão, Agonizando a fala, Lamentando a carne Pisada, Massacrada, Corrompida. Sinto a dor humilhante, Do pudor sequestrado, Do brio sem arbítrio, Ao longe atirado, Morto e engavetado, Na distância do tempo. Dói-me a dor do negro, Nas patas do cavalo, Dói-me a dor dos cavalos. Arde-me o sexo ultrajado Da negra cativa, Usada no tronco, Quebrada e inservida, Sem prazer de sentir, Sem desejos de vida, Sem sorrisos de amor, Sem carícias sentidas, Nos seus catorze anos de terra. Dói-me o feto imposto ao negro útero virgem. Dói-me a falta de registro, do negro nunca visto Além das senzalas, No comer no cocho, No comer do nada. Sangra-me o corte na pele, Em abertas feridas, De dores doídas, No estalo da chibata. Dói-me o nu do negrinho Indefeso escravozinho, Sem saber de razões. Dói-me o olho esbugalhado, No rosto suado, No medo cravado, No peito do menino. Dói-me tudo e sobre tudo, O imporque do fato. Meus pêsames sinceros à mentira multicolor da princesa Isabel. Mas contudo, Além de tudo E muito mais por tudo, Restou-me invulnerável, Um imutável bem: Ultrajadas as raízes, Negados os direitos, Ninguém roubou-me o lacre da pele. Nenhum senhor. Ninguém!
Por Geni GuimarãesNaum, NA, 1:7, O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.
Por Naum, Antigo TestamentoPerder um passaporte era a menor das preocupações. Perder um caderno era uma catástrofe.
Por Bruce Chatwin