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A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.

Por Machado de Assis

A família me pergunta Quando que eu vou trabalhar Porque não ta dando em nada essa história de cantar Tanta gente aí famosa Nunca chega a minha vez Mas eu não tô nem aí e tô cantando com vocês

Por Ana Sucha

Merecemos alguém que quando tudo está dando errado apareça com um abraço e nos cure. Alguém que nos desperte as melhores risadas. Que nos faça entender que não estamos tão sozinhos assim, que ainda há esperança, sintonia, e que seja diferente o suficiente para nos trazer serenidade. Buscando espaços e inventando momentos. Alguém que valorize nosso jeito detalhista e sensível. Alguém que nos diga o que sente e que desde a nossa chegada a vida está bem melhor agora, com mais sentido e racionalidade. Acredito que algumas pessoas são as respostas de nossas orações. Merecemos alguém que valorize e queira escutar as ricas experiências que temos, pois elas tem muito a acrescentar. Alguém que quando acorda nos envie um bom dia, porque quer de fato que o nosso dia seja leve. Alguém com quem conversar antes de dormir, para partilhar como foi o dia e falar bobagens. Alguém que seja uma união de artes. Alguém que nos queira mesmo com nossos medos e sonhos. Não ache que todos esses merecimentos sejam impossíveis, achar isso é desacreditar em você mesmo. A vida sabe muito bem o que faz com cada pessoa, às vezes perto de você já tem um alguém com coragem o suficiente para viver coisas incríveis. Deixe-se levar.

Por Geffo Pinheiro

Jeremias, JR, 51:42, O mar invadiu a Babilônia e a cobriu com a multidão das suas ondas.

Por Jeremias, Antigo Testamento

Dizem que o tempo muda as coisas, mas é você quem tem de mudá-las.

Por Andy Warhol

I - Primeira Parte: Brasão Bellum sine bello. I. OS CAMPOS PRIMEIRO / O DOS CASTELOS A Europa jaz, posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz, fitando, E toldam-lhe românticos cabelos Olhos gregos, lembrando. O cotovelo esquerdo é recuado; O direito é em ângulo disposto. Aquele diz Itália onde é pousado; Este diz Inglaterra onde, afastado, A mão sustenta, em que se apoia o rosto. Fita, com olhar sphyngico e fatal, O Ocidente, futuro do passado. O rosto com que fita é Portugal. SEGUNDO / O DAS QUINAS Os Deuses vendem quando dão. Comprase a glória com desgraça. Ai dos felizes, porque são Só o que passa! Baste a quem baste o que Ihe basta O bastante de Ihe bastar! A vida é breve, a alma é vasta: Ter é tardar. Foi com desgraça e com vileza Que Deus ao Cristo definiu: Assim o opôs à Natureza E Filho o ungiu. II. OS CASTELOS PRIMEIRO / ULISSES O mytho é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus É um mytho brilhante e mudo —- O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim a lenda se escorre A entrar na realidade, E a fecundá-la decorre. Em baixo, a vida, metade De nada, morre. SEGUNDO / VIRIATO Se a alma que sente e faz conhece Só porque lembra o que esqueceu, Vivemos, raça, porque houvesse Memória em nós do instinto teu. Nação porque reencarnaste, Povo porque ressuscitou Ou tu, ou o de que eras a haste — Assim se Portugal formou. Teu ser é como aquela fria Luz que precede a madrugada, E é ja o ir a haver o dia Na antemanhã, confuso nada. TERCEIRO / O CONDE D. HENRIOUE Todo começo é involuntáario. Deus é o agente. O herói a si assiste, vário E inconsciente. À espada em tuas mãos achada Teu olhar desce. «Que farei eu com esta espada?» Ergueste-a, e fez-se. QUARTO / D. TAREJA As naçôes todas são mystérios. Cada uma é todo o mundo a sós. Ó mãe de reis e avó de impérios, Vela por nós! Teu seio augusto amamentou Com bruta e natural certeza O que, imprevisto, Deus fadou. Por ele reza! Dê tua prece outro destino A quem fadou o instinto teu! O homem que foi o teu menino Envelheceu. Mas todo vivo é eterno infante Onde estás e não há o dia. No antigo seio, vigilante, De novo o cria! QUINTO / D. AFONSO HENRIQUES Pai, foste cavaleiro. Hoje a vigília é nossa. Dá-nos o exemplo inteiro E a tua inteira força! Dá, contra a hora em que, errada, Novos infiéis vençam, A bênção como espada, A espada como benção! SEXTO / D. DINIS Na noite escreve um seu Cantar de Amigo O plantador de naus a haver, E ouve um silêncio múrmuro consigo: É o rumor dos pinhais que, como um trigo De Império, ondulam sem se poder ver. Arroio, esse cantar, jovem e puro, Busca o oceano por achar; E a fala dos pinhais, marulho obscuro, É o som presente desse mar futuro, É a voz da terra ansiando pelo mar. SÉTIMO (I) / D. JOÃO O PRIMEIRO O homem e a hora são um só Quando Deus faz e a história é feita. O mais é carne, cujo pó A terra espreita. Mestre, sem o saber, do Templo Que Portugal foi feito ser, Que houveste a glória e deste o exemplo De o defender. Teu nome, eleito em sua fama, É, na ara da nossa alma interna, A que repele, eterna chama, A sombra eterna. SÉTIMO (II) / D. FILIPA DE LENCASTRE Que enigma havia em teu seio Que só gênios concebia? Que arcanjo teus sonhos veio Velar, maternos, um dia? Volve a nós teu rosto sério, Princesa do Santo Graal, Humano ventre do Império, Madrinha de Portugal! III. AS QUINAS PRIMEIRA / D. DUARTE, REI DE PORTUGAL Meu dever fez-me, como Deus ao mundo. A regra de ser Rei almou meu ser, Em dia e letra escrupuloso e fundo. Firme em minha tristeza, tal vivi. Cumpri contra o Destino o meu dever. Inutilmente? Não, porque o cumpri. SEGUNDA / D. FERNANDO, INFANTE DE PORTUGAL Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça A sua santa guerra. Sagrou-me seu em honra e em desgraça, Às horas em que um frio vento passa Por sobre a fria terra. Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me A fronte com o olhar; E esta febre de Além, que me consome, E este querer grandeza são seu nome Dentro em mim a vibrar. E eu vou, e a luz do gládio erguido dá Em minha face calma. Cheio de Deus, não temo o que virá, Pois venha o que vier, nunca será Maior do que a minha alma. TERCEIRA / D. PEDRO, REGENTE DE PORTUGAL Claro em pensar, e claro no sentir, É claro no querer; Indiferente ao que há em conseguir Que seja só obter; Dúplice dono, sem me dividir, De dever e de ser — Não me podia a Sorte dar guarida Por não ser eu dos seus. Assim vivi, assim morri, a vida, Calmo sob mudos céus, Fiel à palavra dada e à idéia tida. Tudo o mais é com Deus! QUARTA / D. JOÃO, INFANTE DE PORTUGAL Não fui alguém. Minha alma estava estreita Entre tão grandes almas minhas pares, Inutilmente eleita, Virgemmente parada; Porque é do português, pai de amplos mares, Querer, poder só isto: O inteiro mar, ou a orla vã desfeita — O todo, ou o seu nada. QUINTA / D. SEBASTIÃO, REI DE PORTUGAL Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há. Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria? IV. A COROA NUN'ÁLVARES PEREIRA Que auréola te cerca? É a espada que, volteando. Faz que o ar alto perca Seu azul negro e brando. Mas que espada é que, erguida, Faz esse halo no céu? É Excalibur, a ungida, Que o Rei Artur te deu. 'Sperança consumada, S. Portugal em ser, Ergue a luz da tua espada Para a estrada se ver! V. O TIMBRE A CABEÇA DO GRIFO / O INFANTE D. HENRIOUE Em seu trono entre o brilho das esferas, Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão. UMA ASA DO GRIFO / D. JOÃO O SEGUNDO Braços cruzados, fita além do mar. Parece em promontório uma alta serra — O limite da terra a dominar O mar que possa haver além da terra. Seu formidavel vulto solitário Enche de estar presente o mar e o céu E parece temer o mundo vário Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu. A OUTRA ASA DO GRIFO / AFONSO DE ALBUQUEROUE De pé, sobre os países conquistados Desce os olhos cansados De ver o mundo e a injustiça e a sorte. Não pensa em vida ou morte Tão poderoso que não quer o quanto Pode, que o querer tanto Calcara mais do que o submisso mundo Sob o seu passo fundo. Três impérios do chão lhe a Sorte apanha. Criou-os como quem desdenha.

Por Fernando Pessoa

Insatisfação Estrutural: retornar a circunstâncias outrora agradáveis depois de ter experimentado uma forma de vida mais emocionante ou mais opulenta, e descobrir que não consegue mais suportá-las.

Por Jennifer Egan

⁠Passei a vida estudando, e para quê? Para os ricos serem mais ricos, e os canalhas mais canalhas.

Por Emília Perez (filme)

⁠As pessoas sempre me disseram que um lobo olha através de você. Mas você sabe o que eu acho? Isso é porque p lobo não está interessado em você. É sempre difícil para os humanos aceitarem que não somos a coisa mais importante que alguém já viu.

Por Carl Safina

Cê Que Sabe Amor O que temos pra hoje é saudade Mas qual de nós vai procurar Um pretesto, um motivo pra voltar Foi ontem mas eu já sinto vontade Das bocas juntas e o calor Do nosso lugarzinho de amor Já é tarde, tá frio, é noite, eu sozinho Minhas mãos tão comichando pra ligar Final 1504 pra falar, ôuô Cê que sabe, amor Se a gente fica junto ou dá um tempo Mesmo assim eu te espero, te espero uôuô Cê que sabe, amor Nossa relação tem tudo pra dar certo Nós já estamos tão perto, tão perto, coração Já é tarde, tá frio, é noite, eu sozinho Minhas mãos tão comixando pra ligar Final 1504 pra falar, uôuô Cê que sabe, amor Se a gente fica junto ou dá um tempo Mesmo assim eu te espero, te espero, uôuô Cê que sabe, amor Nossa relação tem tudo pra dar certo Nós já estamos tão perto, tão perto, uôuô Cê que sabe, amor Se a gente fica junto ou dá um tempo, te espero Cê que sabe, amor Nossa relação tem tudo pra dar certo Nós já estamos tão perto, tão perto coração Nossa relação tem tudo pra dar certo Nós já estamos tão perto, tão perto O que temos pra hoje é saudade

Por Cristiano Araujo