Veja outros textos inspiradores!

A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos.

Por Aldo Novak

II Crônicas, 2CR, 32:16, Os servos de Senaqueribe falaram ainda mais contra o Senhor Deus e contra Ezequias, seu servo.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Gênesis, GN, 10:2, Os filhos de Jafé foram: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.

Por Gênesis, Antigo Testamento

Morte do Leiteiro Há pouco leite no país, é preciso entregá-lo cedo. Há muita sede no país, é preciso entregá-lo cedo. Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro. Então o moço que é leiteiro de madrugada com sua lata sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim. Sua lata, suas garrafas e seus sapatos de borracha vão dizendo aos homens no sono que alguém acordou cedinho e veio do último subúrbio trazer o leite mais frio e mais alvo da melhor vaca para todos criarem força na luta brava da cidade. Na mão a garrafa branca não tem tempo de dizer as coisas que lhe atribuo nem o moço leiteiro ignaro, morados na Rua Namur, empregado no entreposto, com 21 anos de idade, sabe lá o que seja impulso de humana compreensão. E já que tem pressa, o corpo vai deixando à beira das casas uma apenas mercadoria. E como a porta dos fundos também escondesse gente que aspira ao pouco de leite disponível em nosso tempo, avancemos por esse beco, peguemos o corredor, depositemos o litro... Sem fazer barulho, é claro, que barulho nada resolve. Meu leiteiro tão sutil de passo maneiro e leve, antes desliza que marcha. É certo que algum rumor sempre se faz: passo errado, vaso de flor no caminho, cão latindo por princípio, ou um gato quizilento. E há sempre um senhor que acorda, resmunga e torna a dormir. Mas este acordou em pânico (ladrões infestam o bairro), não quis saber de mais nada. O revólver da gaveta saltou para sua mão. Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada liquidaram meu leiteiro. Se era noivo, se era virgem, se era alegre, se era bom, não sei, é tarde para saber. Mas o homem perdeu o sono de todo, e foge pra rua. Meu Deus, matei um inocente. Bala que mata gatuno também serve pra furtar a vida de nosso irmão. Quem quiser que chame médico, polícia não bota a mão neste filho de meu pai. Está salva a propriedade. A noite geral prossegue, a manhã custa a chegar, mas o leiteiro estatelado, ao relento, perdeu a pressa que tinha. Da garrafa estilhaçada, no ladrilho já sereno escorre uma coisa espessa que é leite, sangue... não sei. Por entre objetos confusos, mal redimidos da noite, duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom a que chamamos aurora.

Por Carlos Drummond de Andrade

Isaías, IS, 50:2, Por que razão, quando eu vim, ninguém apareceu? Quando chamei, ninguém respondeu? Será que a minha mão se encolheu tanto, que já não pode remir? Ou será que já não há força em mim para livrar? Eis que pela minha repreensão eu seco o mar e transformo os rios em deserto, até que os seus peixes cheirem mal; pois, não havendo água, morrem de sede.

Por Isaías, Antigo Testamento

Sorte Por anos, desfrutar dos erros e de suas emendas, ter podido falar, caminhar livre, não existir mutilada, não entrar, ou sim, em igrejas, ler, ouvir uma música querida, ser na noite um ser como no dia. Não ser presa a um trabalho, medida em cabras, sofrer domínio de parentes ou apedrejamento legal. Não desfilar nunca e não admitir palavras que coloquem no sangue limalhas de ferro. Descobrir por si mesma outro ser não previsto pela ponte do olhar. Ser humano e mulher, nem mais nem menos.

Por Ida Vitale

O ser humano tem uma facilidade de acomodação que o torna sensível a mudança do próprio estado de espírito.

Por Paulo Ismael

Não é nada além de Nada bom, mulher malvada ⁠Nada de bom, mulher inútil e interesseira

Por Juice WRLD

Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos: 1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); 3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou: 1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte; 2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos.

Por Alexandre, o Grande

Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas detêm a mão ansiosa: Devagar. Cada pétala ou sépala seja lentamente acariciada, céu; e a vista pouse, beijo abstrato, antes do beijo ritual, na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.

Por Carlos Drummond de Andrade