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I pesa o decreto atroz, o fim certeiro. pesa a sentença igual do juiz iníquo. pesa como bigorna em minhas costas: um homem foi hoje absolvido. se a justiça é cega, só o xampu é neutro: quão pouca diferença na inocência do homem e das hienas. deixem-me em paz! antes encham-me de vinho a taça, qu'inda que bem ruim me deixe ébria, console-me a alcóolica amnésia e olvide o que de fato é tal sentença: a mulher é a culpada. II peso do fiel juiz igual sentença em cada pobre homem, que não há motivo para tanto. não fiz mal nenhum à mulher e foi grande meu espanto quando ela se ofendeu. exagerada, agora reclama, fez denúncia e drama, mas na hora nem se mexeu. culpa é dela: encheu à brava a garbosa cara. se a justiça é cega, só a topeira é sábia. celebro abonançado o evidente indulto pois sou apenas homem, não um monstro! leixai à mulher o trauma.

Por Adelaide Ivánova

As emoções são superficiais e inconsistentes. Elas mudam de acordo com a situação.

Por Itaewon Class

⁠Desde que te conheci, fiquei fascinada. É difícil explicar, porque não se trata apenas da tua aparência — embora eu precise admitir: existe algo quase hipnótico em você. Cada detalhe seu parece milimetricamente perfeito, como se tivesse sido desenhado com uma precisão absurda. E eu, que já te desenhei algumas vezes, posso dizer com certeza que foi um privilégio ter a chance de observar cada detalhe do seu rosto, conhecer teus traços, teus contornos, a nuance da sua expressão. Se eu soubesse desenhar corpos, seria outra honra. Não por vaidade, mas pelo desejo sincero de prestar atenção a cada parte sua, como quem contempla uma obra-prima moldada com cuidado e reverência. É claro que falo disso com um olhar artístico, como qualquer artista faria. Sem sombra de dúvidas, todos nós nos regozijamos ao nos deparar com algo tão visivelmente belo. Mas o que mais me toca em você vai além da estética. Existe um tipo de beleza que não é só física — é uma imensidão que transcende o que os olhos veem e atinge algo muito mais profundo. E você carrega isso. É encantador como a magnitude da sua aura transborda e invade o ambiente, deixando tudo mais agradável e interessante. Você é como um livro, cheio de conteúdo, e olhando pela capa, tem um mistério que provoca em qualquer um uma vontade absurda de lê-lo, descobrir mais. Às vezes, a gente se encontra em um daqueles momentos raros onde o tempo desacelera e a conversa flui, sincera, leve, profunda. E eu aprendo tanto com você. É incrível como, quando paramos pra trocar ideia, a gente realmente se encontra ali, num instante que parece fazer sentido. Não tem superficialidade. Você desperta em mim uma admiração singular, daquelas que não se pede, não se provoca — simplesmente acontece. E um dia, quero ser pelo menos metade do que você é, se puder absorver só uma fração dessa força que você carrega, já vou me sentir mais inteira. Continua vivendo tudo com essa intensidade absurda, essa luz que te faz ser quem é, e não deixa que nada nem ninguém apague esse fulgor. Que a vida te leve longe, mas que sempre sobre tempo pra gente treinar junto, conversar mais, e ter esses momentos que, sem a gente perceber, viram memória boa. Audaciosamente, de: Ananda para: Minha musa inspiradora (MN)

Por anandayasmin

Trágica meu galego não conhecia minha ira era dono do meu corpo meu espírito de porco sabia minha ginga minha pletora, minha míngua conhecia cada fresta cada trinca, cada aresta cada vinco, furo, fissura, mau humor, amargura mas da minha ira condenada ira ira da maldita ira de mulher fêmea exata ana saliente uterina, enfezada ele não sabia nada (meu galego dorme esta noite num cemitério improvisado)

Por Ana Elisa Ribeiro

Divina Comédia Erguendo os braços para o céu distante E apostrofando os deuses invisíveis, Os homens clamam: — «Deuses impassíveis, A quem serve o destino triunfante, Porque é que nos criastes?! Incessante Corre o tempo e só gera, inestinguíveis, Dor, pecado, ilusão, lutas horríveis, N'um turbilhão cruel e delirante... Pois não era melhor na paz clemente Do nada e do que ainda não existe, Ter ficado a dormir eternamente? Porque é que para a dor nos evocastes?» Mas os deuses, com voz inda mais triste, Dizem: — «Homens! por que é que nos criastes?»

Por Antero de Quental

⁠Você mentiu sobre gostar de gatos. Como devo confiar em você agora?

Por Argylle: O Superespião (filme)

I Samuel, 1SM, 13:22, Por isso, no dia da batalha, não se achou nem espada, nem lança na mão de nenhum do povo que estava com Saul e com Jônatas; só Saul e seu filho Jônatas tinham essas armas.

Por I Samuel, Antigo Testamento

I Crônicas, 1CR, 7:30, Os filhos de Aser foram: Imna, Isvá, Isvi e Berias e Sera, irmã deles.

Por I Crônicas, Antigo Testamento

O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano. Mas o que seria o oceano se não infinitas gotas?

Por Isaac Newton

Indo para o leito Vem, Dama, vem que eu desafio a paz; Até que eu lute, em luta o corpo jaz. Como o inimigo diante do inimigo, Canso-me de esperar se nunca brigo. Solta esse cinto sideral que vela, Céu cintilante, uma área ainda mais bela. Desata esse corpete constelado, Feito para deter o olhar ousado. Entrega-te ao torpor que se derrama De ti a mim, dizendo: hora da cama. Tira o espartilho, quero descoberto O que ele guarda quieto, tão de perto. O corpo que de tuas saias sai É um campo em flor quando a sombra se esvai. Arranca essa grinalda armada e deixa Que cresça o diadema da madeixa. Tira os sapatos e entra sem receio Nesse templo de amor que é o nosso leito. Os anjos mostram-se num branco véu Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu De Maomé. E se no branco têm contigo Semelhança os espíritos, distingo: O que o meu Anjo branco põe não é O cabelo mas sim a carne em pé. Deixa que minha mão errante adentre. Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre. Minha América! Minha terra a vista, Reino de paz, se um homem só a conquista, Minha Mina preciosa, meu império, Feliz de quem penetre o teu mistério! Liberto-me ficando teu escravo; Onde cai minha mão, meu selo gravo. Nudez total! Todo o prazer provém De um corpo (como a alma sem corpo) sem Vestes. As jóias que a mulher ostenta São como as bolas de ouro de Atalanta: O olho do tolo que uma gema inflama Ilude-se com ela e perde a dama. Como encadernação vistosa, feita Para iletrados a mulher se enfeita; Mas ela é um livro místico e somente A alguns (a que tal graça se consente) É dado lê-la. Eu sou um que sabe; Como se diante da parteira, abre- Te: atira, sim, o linho branco fora, Nem penitência nem decência agora. Para ensinar-te eu me desnudo antes: A coberta de um homem te é bastante.

Por John Donne