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Uma vez você me disse que a gente era de universos diferentes. E embora isso fosse verdade, o acaso colocou você e eu lado a lado na mesma sala de aula.
Por Doona! (série)Nada supera a gentileza. Ela permanece tranquilamente por trás de todas as coisas.
Por O Menino, a Toupeira, a Raposa e o CavaloJosué, JS, 5:2, Naquele tempo o Senhor disse a Josué: - Faça facas de pedra e passe de novo a circuncidar os filhos de Israel.
Por Josué, Antigo TestamentoDa calma e do silêncio Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas. Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento. Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia. Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
Por Conceição EvaristoNúmeros, NM, 26:44, Os filhos de Aser, segundo as suas famílias: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriaítas.
Por Números, Antigo TestamentoAUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração.
Por Fernando PessoaQueria ter dito que te amava mais Talvez eu estivesse perdido antes Demonstrava afeição apenas pelo ouro Enquanto o pôr do sol me tornava frio Juro que não reclamarei mais Não importa se formos ricos ou pobres Aprendi que não vivemos para morrer Mesmo que não exista motivo
Por AlokA triste certeza De que hoje estou de posse É que a minha calvície Nem ao menos é precoce.
Por Millôr FernandesSem consciência, sem reconhecer tudo o que precisa ser transformado em nós, passamos a vida nos movimentando como um barco à deriva, sendo conduzidos um lado para o outro pelas ondas e pelos ventos fortes, sem chegar a lugar nenhum.
Por Camila Saraiva Vieira