Veja outros textos inspiradores!

cubista musa com os pés na cabeça - obra confusa

Por Carlos Seabra

É no conhecimento das imperfeições próprias e na sua consequente correção que a vida se ameniza.

Por Antonieta de Barros

A compaixão dói. Quando você se sente conectado a tudo, você também se sente responsável por tudo. Você não pode se afastar. Seu destino está amarrado ao destino dos outros. Você tem que aprender a suportar o universo ou ser esmagado por ele. Você tem que se tornar forte o bastante para amar o mundo, mas ainda vazio o bastante para se sentar à mesa com seus piores horrores.

Por Andrew Boyd

Há pessoas que passam na nossa vida e deixam marcas. Outras passam e deixam meias usadas e brincos.

Por Genghis Khan

II Crônicas, 2CR, 30:7, Não sejam como os seus pais e como os seus irmãos, que foram infiéis ao Senhor, Deus de seus pais. Foi por isso que ele os entregou à desolação, como vocês estão vendo.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Então ele me vê na fila e sua expressão se transforma. Fica chocado. Olha para mim. Seu rosto despenca. “Tristan”, diz, sua última palavra.

Por John Boyne

E se eu revertesse o tempo para ver o começo do próprio tempo? (Stephen Hawking)

Por A Teoria de Tudo

II Crônicas, 2CR, 6:11, Nele pus a arca em que estão as tábuas da aliança que o Senhor fez com os filhos de Israel.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Eu sei, mas não devia Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma. (Do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.)

Por Marina Colasanti

Mateus, MT, 26:41, <J>Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.</J>

Por Mateus, Novo Testamento