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Cozinhar é como o amor. Você deve ter dedicação total, ou nem comece.

Por Harriet Van Horne

⁠Loucura. É assim que defino quando nós temos o propósito bem diante da nossa cara, mas não fazemos o que viemos fazer neste mundo.

Por Charles Mendlowicz

Pobre é o amor que pode ser descrito.

Por William Shakespeare

Eu consigo ver totalmente a beleza dos objetos de vidro no momento em que eles escorregam da minha mão.

Por Andrew Solomon

O professor sempre se impacienta, quando tem de explicar qualquer coisa mais de uma vez; o livro não, o livro exige apenas a boa vontade de quem estuda.

Por Aluísio Azevedo

Sorria muito, como se o mundo fosse um piada secreta que só ele era suficientemente inteligente para entender.

Por George R. R. Martin

Isaías, IS, 29:15, Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor! Ai dos que fazem as suas próprias obras às escuras, e dizem: ´Quem nos vê? Quem sabe o que estamos fazendo?`

Por Isaías, Antigo Testamento

Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, se isola do mundo. Prefere falar pouco, sair menos. E isso inclui se afastar das pessoas. Não por se sentir cansado ou enjoado delas. Apenas, pra ter um tempo exclusivo só seu, pra pensar sozinha. Pra sentir paz. Nas mais extremas das situações, emerge aquela vontade de desaparecer. Pegar o primeiro trem e ir pra qualquer lugar; sem deixar bilhete, aviso e telefone. Fazer isso, talvez, só pra que sintam a sua falta. Mesmo sem nunca saber, ao certo, o que foi sentido com sua partida. Essa é a vantagem de não ser muito apegado à coisas ou pessoas. Poder pensar nisso, na possibilidade de um dia realmente acontecer. E ser desepegado não significa que você não ame ou não nunca tenha amado de verdade, mas que você não vive em função de coisas materiais e imateriais, apenas. Entendam isso. Se um dia eu sumir do mapa, mudar de estado, conhecer finalmente a pessoa certa, casar e porventura não te enviar um convite, não se sinta desamado. Os sentimentos diferem de acordo com o tempo, espaço e pessoa. Mas são apenas diferentes! Nada tem a ver com oscilar entre o muito e o pouco. Mas é claro, não quero ser hipócrita, sempre há os "preferidos". Mas isso não é o que venho dizer hoje. O ponto que quero chegar é, nem sempre a gente esta disposto a dividir idéias, experiências e problemas. E sobre isso, a única coisa que se pode fazer é respeitar. Respeitar meus limites, minhas escolhas e meu silêncio. Mesmo que pra você seja tolice e ache que uma conversar seja o melhor pra mim. Lembre-se que, por mais que você tenha boas intenções, ninguém exceto eu mesma, sabe o que é melhor pra mim. Aceito seus conselhos, mas a decisão final, cabe a mim tomar. Então, deixe-me desviar desse mundo só por um tempinho. Prometo voltar quando sentir que preciso, verdadeiramente, de alguém, além de mim, por perto.

Por Daniela Fernandes

A Extraordinária Aventura vivida por Vladimir Maiakóvski no Verão na Datcha A tarde ardia em cem sóis O verão rolava em julho. O calor se enrolava no ar e nos lençóis da datcha onde eu estava, Na colina de Púchkino, corcunda, o monte Akula, e ao pé do monte a aldeia enruga a casca dos telhados. E atrás da aldeia, um buraco e no buraco, todo dia, o mesmo ato: o sol descia lento e exato E de manhã outra vez por toda a parte lá estava o sol escarlate. Dia após dia isto começou a irritar-me terrivelmente. Um dia me enfureço a tal ponto que, de pavor, tudo empalidece. E grito ao sol, de pronto: ¿Desce! Chega de vadiar nessa fornalha! E grito ao sol: ¿Parasita! Você aí, a flanar pelos ares, e eu aqui, cheio de tinta, com a cara nos cartazes! E grito ao sol: ¿Espere! Ouça, topete de ouro, e se em lugar desse ocaso de paxá você baixar em casa para um chá? Que mosca me mordeu! É o meu fim! Para mim sem perder tempo o sol alargando os raios-passos avança pelo campo. Não quero mostra medo. Recuo para o quarto. Seus olhos brilham no jardim. Avançam mais. Pelas janelas, pelas portas, pelas frestas a massa solar vem abaixo e invade a minha casa. Recobrando o fôlego, me diz o sol com a voz de baixo: ¿Pela primeira vez recolho o fogo, desde que o mundo foi criado. Você me chamou? Apanhe o chá, pegue a compota, poeta! Lágrimas na ponta dos olhos - o calor me fazia desvairar, eu lhe mostro o samovar: ¿Pois bem, sente-se, astro! Quem me mandou berrar ao sol insolências sem conta? Contrafeito me sento numa ponta do banco e espero a conta com um frio no peito. Mas uma estranha claridade fluía sobre o quarto e esquecendo os cuidados começo pouco a pouco a palestrar com o astro. Falo disso e daquilo, como me cansa a Rosta², etc. E o sol: ¿Está certo, mas não se desgoste, não pinte as coisas tão pretas. E eu? Você pensa que brilhar é fácil? Prove, pra ver! Mas quando se começa é preciso prosseguir e a gente vai e brilha pra valer!¿ Conversamos até a noite ou até o que, antes, eram trevas. Como falar, ali, de sombras? Ficamos íntimos, os dois. Logo, com desassombro estou batendo no seu ombro. E o sol, por fim: ¿Somos amigos pra sempre, eu de você, você de mim. Vamos, poeta, cantar, luzir no lixo cinza do universo. Eu verterei o meu sol e você o seu com seus versos. ¿O muro das sombras, prisão das trevas, desaba sob o obus dos nossos sóis de duas bocas. Confusão de poesia e luz, chamas por toda a parte. Se o sol se cansa e a noite lenta quer ir pra cama, marmota sonolenta, eu, de repente, inflamo a minha flama e o dia fulge novamente. Brilhar para sempre, brilhar como um farol, brilhar com brilho eterno, Gente é pra brilhar que tudo o mais vá prá o inferno, este é o meu slogan e o do sol.

Por Vladimir Maiakóvski

Calcula aquilo que o homem sabe e não haverá comparação com aquilo que ele não sabe.

Por Chuang Tzu