Veja outros textos inspiradores!
I Crônicas, 1CR, 19:1, Depois disto, morreu Naás, rei dos filhos de Amom, e seu filho reinou em seu lugar.
Por I Crônicas, Antigo TestamentoTe amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade.
Por Hilda HilstO colecionador de saudades Feliz de quem sente saudade, Porque é sinal de que um dia Dividiu a felicidade que sentiu. Feliz também de quem deixa saudade, Pois, se daqui não se leva nem a metade, Só o que foi nosso de verdade É o que ficou no outro quando a gente partiu. Será que viver é colecionar saudades até deixar? Às vezes me pego rindo sozinho Lembrando da família, dos primos E de quanto nós já rimos. De tantos natais, de outros carnavais… E quando fecho os olhos para rever tudo que já senti, Eu sinto saudade dos amigos de sempre, Que nunca mais vi. Será que viver é colecionar saudades até deixar? Só sei que não deixo mais o momento passar. Cada chance que tenho de lembrar, eu aproveito, Porque ocultar o sentimento de vazio É fazer a dor ecoar no peito. O amor está presente nas histórias que marcaram. Já reparou que só conhecemos algumas pessoas Através da saudade que deixaram? O tempo passou, elas ficaram. Dias atrás senti falta da minha mãe, liguei pra ela, Que disse sentir saudades do meu pai, E eu sei que ele sentia falta da mãe dele, Que só conheci através da saudade que ela deixou. Minha vó estava presente nas histórias que ouvi desde criança. Assim a vida perdura. O tempo que afasta é o mesmo que cura. Trouxe a partida, mas faz da espera esperança Quando traz de volta um sorriso em forma de lembrança. Por isso eu parei de brigar com a saudade. Quando ela bate, não revido. Eu a recebo com um abraço e me sinto abraçado Por tanto sentimento recebido. Para não viver de passado, Eu vivo com quem está do lado O que vou gostar de lembrar. Assim eu sigo colecionando saudades Até deixar.
Por Allan Dias CastroPosso não ser a pessoa que vc sempre sonhou mais prometo que vou ter fazer feliz que mais que muitos por ai !!
Por Emerson de paulaTime is too slow for those who wait, too swift for those who fear, too long for those who grieve, too short for those who rejoice, but for those who love, time is eternity.
Por Henry Van Dykesomos como o vento... Calmo e leve nos momentos zen, outras vezes como a tempestade. tão agitada capaz de derrubar uma cidade!!
Por Isaías SaadSete. Sinônimo de azar? Praia. Um ótimo lugar pra fazer novas amizades, conversar com pessoas bacanas, pegar um corzinha. Um ótimo lugar pra quem quer perder a esposa. Ainda mais se for com o melhor amigo da família. Foi o que aconteceu comigo em sete de julho de mil novecentos e setenta e sete. Uma data inesquecível para quem perdeu o grande amor da vida. É muito difícil para eu contar uma história onde o equivocado fui eu, onde o ludibriado fui eu, onde o “corno” fui eu. Eu fui traído pelo meu melhor amigo francês e pela minha linda negra mulher, Verônica e Sthéphan. Uma afro-descendente com um moderno francês. Não combinariam. Era dia de muito calor; estávamos em 1977, era sete de julho, estávamos de férias do trabalho; Sthépan me liga e me propõe um banho de mar em Copacabana, confirmo a presença de minha família ao encontro. Desligo o telefone. Apreço Maria Isabel, minha filha, e minha mulher, Verônica. Pego meu Volvo 76, e saímos em partida ao nosso chalé em Copacabana, chegamos por volta das 13h40. Avistamos Sthépan sentado na cadeira de montar bebendo uma água de coco. Ele nos oferece. Dizemos não. Agradecemos. Pedimos dois guarda-sóis e outras cadeiras. Ele está hospedado no Palace Hotel, que á dois meses foi comprado por meu avô. Sthépan é filho de um grande amigo de meu pai, por isso ele está pagando metade da diária. O sonho de Verônica sempre foi conhecer Paris e andar em um transatlântico. Mas todas as vezes que lhe propunha viajar ela preferia gastar em joias e roupas de grifes, e ela nem sabia o que era isso. Verônica pede para ver as fotos novas que ele tirou em paris durante esses anos. Então ele pede para que ela o acompanhe até o Hotel, pede para que eu e minha filha olhemos as coisas, para que eles fossem ver as fotos. Concordamos. E eles se foram. Sthépan sempre ficou admirado com a beleza de minha esposa, pois ele nunca tinha visto uma negra tão linda como Verônica. Em mil novecentos e cinqüenta quando eu me noivei com Verônica, ele morava aqui no Brasil. Sempre nos finais de semanas íamos à praia. E eu percebia como ele olhava para o grande busto de minha mulher, ficava impressionado com o tamanho de seus seios, ficava bobo de ver que aqueles grandes pomos eram “frutos” de uma pele negra. Ele adorava vê-los. Verônica sabia disso. Eu ainda não. Também já estava desconfiado de como ele não se casava de segui-la, sempre que ela ia para o nosso chalé preparar alguma coisa para comermos na praia ele ia atrás. Podia ser uma urgência urinária, um reforço na bebida, não importava o que fosse tudo era pretexto para ele se engraçar com ela. Aposto que o caso começou daí, ela farta das pobres cantadas dele, não se importou de lhe abrir a blusa e lhe conceder alguns momentos de prazer em minha casa - que ficava ao lado do Hotel de meu avô. – E pronto. Não custou tanto assim satisfazer aquele grande homem, meio sem-vergonha, mais algumas vezes. E daí não teria o porquê de recusar visitas intimas na casa dele. Não sei se felizmente ou infelizmente nunca peguei os dois se deleitando. Revirando o baú da memória, enquanto Maria Isabel se banhava nas águas salgadas de Copacabana me lembrei de tudo isso e me perguntei se eles depois de tantos anos poderiam ainda me trair. Se dependesse daquele crápula com certeza sim. Mil vezes sim. Não esperei nem mais um segundo. Atravessei a Avenida Copacabana sem olhar para os lados. Cheguei às portas do hotel, subi as escadas. Todas as 264 escadas em poucos minutos. Nem um empregado ousou a me parar, estava disposto a atropelar qualquer um que tivesse tamanha estupidez. O pouco tempo que levei para subir a escadaria fiquei pensando no que os dois estariam fazendo. E se não fosse nada daquilo que imaginei? E se fosse somente alucinações? E se os dois apenas estivessem vendo fotos de Paris? Mas para saber era preciso ir até lá. Pagar esse preço que talvez seja o mais alto que temos que pagar na vida. Subi. Cheguei. Esmurrei a porta. Berrei: POLÍCIA. Ele abriu. Vi Verônica se escondendo atrás do lençol. O que não adiantou. Reconheceria aqueles pés tamanhos 33 com as solas encardidas de areia e sal em qualquer lugar. Com um safanão arranquei o lençol que ela estava embrulhada. Simultaneamente Sthépan me chamou de covarde tipo selvagem. Iria lhe responder rispidamente, mas nem isso ele merecia. E Verônica só sabia chorar. Eu a agarrei e a levantei pelos cabelos. Arrastei-a pelas escadas, humilhei-a perante os porteiros, faxineiros, recepcionistas do hotel. Bati-lhe entre os bêbados das ruas e avenidas. E com isso ela veio ao falecimento, e eu ao sabor da vitória de que uma vez na vida fiz o que achei conveniente. Condenado a prisão eu fui. Depois eu nunca mais vi Sthépan, o fim dele certamente foi a morte por uma baiana infeliz.
Por Carlos Drummond de AndradeAlguém moveu as pedras do jardim você não vê? gosto de rir por dento de você enquanto as sombras passeiam pela casa de manhã coamos um café “tão bom” o que você diz sempre faz rodar de novo a colherinha
Por Laura Erber