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Somos estranhos agora. Mas sei que você precisa comer e precisa começar a falar. Porque você só tem a mim.
Por Ferida (filme)O caçador, como o guerreiro, é um ser incomum. Aceita a responsabilidade de seus atos e erros, assumindo somente sua vitória e não a dos outros, como fazem os homens comuns, num equilíbrio lógico no momento certo e oculto nos momentos incertos. Carlos Castaneda - Roda do Tempo
Por Carlos CastanedaDeuteronômio, DT, 24:8, - Em caso de lepra, tenham todo o cuidado de fazer segundo tudo o que lhes ensinarem os sacerdotes levitas. Como lhes tenho ordenado, vocês terão cuidado de o fazer.
Por Deuteronômio, Antigo TestamentoHá momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos Dele.
Por Irmã DulceEu tenho saudade de um passado que eu nunca vivi , e amanhã o dia de hj será passado e a nostalgia nunca terá fim.
Por Vagner SantanaUma noite má dormida Olho o quase amanhecer Pensamentos atormentam a recusa a uma vida morna... A beira da cama me debato insatisfeito Necessito lutar sem a oportunidade escapar Sem a covardia de uma desistência antecipada. Abdico dos sorrisos fingidos e apáticos; Incertezas e falsas convicções Uma Arte final não se faz sem os traços do rascunho. Prefiro a coragem de um BomDia regado de um sussurro ao pé do ouvido; de sorrisos sem motivos, abraços apertados sem medida; do Verão intenso... ao outono insosso. Quero a plenitude e limitar nem cogito. Pior que a convicção do NÃO e a incerteza do TALVEZ é a desilusão de um QUASE.
Por Ed FugiiPara além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto – é para lá que eu vou. À ponta do lápis o traço. Onde expira um pensamento está uma ideia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia – é para lá que eu vou. Na ponta dos pés o salto. Parece a história de alguém que foi e não voltou – é para lá que eu vou. Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. É para lá que eu vou. Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra “tertúlia” e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois – depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio. Não sei sobre o que estou falando. Estou falando do nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome. É para o meu pobre nome que vou. E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? a do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber. À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto. Oh, cachorro, cadê tua alma? está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente. Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós.
Por Clarice Lispector