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LÀ-BAS, JE NE SAIS OÙ... Véspera de viagem, campainha... Não me sobreavisem estridentemente! Quero gozar o repouso da gare da alma que tenho Antes de ver avançar para mim a chegada de ferro Do comboio definitivo, Antes de sentir a partida verdadeira nas goelas do estômago, Antes de pôr no estribo um pé Que nunca aprendeu a não ter emoção sempre que teve que partir. Quero, neste momento, fumando no apeadeiro de hoje, Estar ainda um bocado agarrado à velha vida. Vida inútil, que era melhor deixar, que é uma cela? Que importa? Todo o universo é uma cela, e o estar preso não tem que ver com o tamanho da cela. Sabe-me a náusea próxima o cigarro. O comboio já partiu da outra estação... Adeus, adeus, adeus, toda a gente que não veio despedir-se de mim, Minha família abstracta e impossível... Adeus dia de hoje, adeus apeadeiro de hoje, adeus vida, adeus vida! Ficar como um volume rotulado esquecido, Ao canto do resguardo de passageiros do outro lado da linha. Ser encontrado pelo guarda casual depois da partida — «E esta? Então não houve um tipo que deixou isto aqui?» — Ficar só a pensar em partir, Ficar e ter razão, Ficar e morrer menos... Vou para o futuro como para um exame difícil. Se o comboio nunca chegasse e Deus tivesse pena de mim? Já me vejo na estação até aqui simples metáfora. Sou uma pessoa perfeitamente apresentável. Vê-se — dizem — que tenho vivido no estrangeiro. Os meus modos são de homem educado, evidentemente. Pego na mala, rejeitando o moço, como a um vício vil. E a mão com que pego na mala treme-me e a ela. Partir! Nunca voltarei. Nunca voltarei porque nunca se volta. O lugar a que se volta é sempre outro, A gare a que se volta é outra. Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia. Partir! Meus Deus, partir! Tenho medo de partir!...

Por Álvaro de Campos

Toda a noite a luz multiplicou o instantâneo de um rosto intraduzível. Esquiva, a tua morte não escapou à ladainha de regra. Correu uma versão torpe quando te viram a sorrir uma ironia de druida clandestino, indiferente à voragem dos bárbaros.

Por Eduardo Pitta

As memórias nem sempre são sobre fatos. Às vezes são sobre sentimentos.

Por Karen Dionne

I Coríntios, 1CO, 5:6, Não é bom esse orgulho que vocês têm. Por acaso vocês não sabem que um pouco de fermento leveda a massa toda?

Por I Coríntios, Novo Testamento

João, JO, 15:8, <J>Nisto é glorificado</J> <J>o meu Pai: que vocês deem muito fruto; e assim mostrarão que são meus discípulos.</J>

Por João, Novo Testamento

Para sentir todo o carinho que sonhei Nós somos rainha e rei.

Por Flávio Venturini

Era Totó quem fazia Dorothy rir, e não deixava a menina crescer tão cinzenta quanto tudo que existia à sua volta. Totó não era cinza.

Por L. Frank Baum

Tiago, TG, 2:12, Assim, falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei da liberdade.

Por Tiago, Novo Testamento

Jó, JÓ, 14:10, Mas, se alguém morre, fica prostrado; o ser humano expira e para onde vai?`

Por Jó, Antigo Testamento

Atos, AT, 22:2, Quando ouviram que Paulo lhes falava em língua hebraica, fizeram mais silêncio ainda. Paulo continuou:

Por Atos, Novo Testamento