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"Molho as pontas dos dedos e apago a vela. Ouço um chiado bonito e findo. Por que há tanto silêncio no escuro? As ilusões estão impregnadas de sebo. Simulacros de uma luz indiferente às dores dos cegos. Pobre vela que necessita da escuridão para ser aquela que vela. Escrevi este poema permeado de triste beleza para dizer que não são as palavras melancólicas na sintaxe que fazem um verso triste. É a tristeza dessas velas que só se enxergam quando tudo em volta fenece. Ora, é o belo que há nas tristezas que deixa a dor suportável e dá luz própria à cada vela que se apaga". (Em sua página oficial no Facebook)
Por Clara DawnJó, JÓ, 23:17, Porque não estou desfalecido por causa das trevas, nem porque a escuridão cobre o meu rosto.`
Por Jó, Antigo TestamentoIsaías, IS, 61:7, Em lugar de vergonha, vocês terão dupla honra; em lugar da afronta, exultarão na herança recebida; por isso, em sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria.
Por Isaías, Antigo TestamentoJeremias, JR, 48:14, ´Como vocês podem dizer: ´Somos valentes e homens fortes para a guerra`?
Por Jeremias, Antigo TestamentoCantem outros a clara cor virente Do bosque em flor e a luz do dia eterno… Envoltos nos clarões fulvos do oriente, Cantem a primavera: eu canto o inverno. Para muitos o imoto céu clemente É um manto de carinho suave e terno: Cantam a vida, e nenhum deles sente Que decantando vai o próprio inferno. Cantam esta mansão, onde entre prantos Cada um espera o sepulcral punhado De úmido pó que há de abafar-lhe os cantos… Cada um de nós é a bússola sem norte. Sempre o presente pior do que o passado. Cantem outros a vida: eu canto a morte.
Por Alphonsus de Guimaraens