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Você conhece milhares de pessoas, mas nenhuma delas tem algum real significado para você. Porém, um belo dia, você esbarra em alguém e, de repente, esse alguém significa tudo.
Por J. SterlingAgonia de um filósofo Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo... O Inconsciente me assombra e eu nêle tolo Com a eólica fúria do harmatã inquieto! Assisto agora à morte de um inseto!... Ah! todos os fenômenos do solo Parecem realizar de pólo a pólo O ideal de Anaximandro de Mileto! No hierático areópago heterogêneo Das idéas, percorro como um gênio Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!... Rasgo dos mundos o velário espesso; E em tudo, igual a Goethe, reconheço O império da substância universal!
Por Augusto dos AnjosApocalipse, AP, 6:14, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e as ilhas foram movidos do seu lugar.
Por Apocalipse, Novo TestamentoA conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira que, por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação.
Por Carlos Drummond de AndradeJoão, JO, 15:25, <J>Isso, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na Lei deles: ´Odiaram-me sem motivo.`</J>
Por João, Novo TestamentoCartas comoventes que comprovam: o verdadeiro amor pode nascer ao acaso e vencer a morte!
Por José de AlencarCaçadores de coisas impossíveis. Eu canto os dedos que transformam e se transformam. Canto as marítimas mãos de Magalhães. As mãos voadoras de Gagárine. Procurai-me no mar procurai-me no espaço. Estou no centro da terra. Meu nome é cinza. E espalha-se no vento. Sou adubo fermentação floresta. E cintilo nas armas
Por Manuel AlegreNó Estou perdidamente emaranhada em seus fios de delícias e doçuras. Já não encontro o começo da meada, não sei nem mesmo se há uma ponta de saída, ou se a loucura vai num ritmo crescente até subjugar a minha vida. Não importa. Quero seus nós de seda cada vez mais cegos e apertados a me costurar nas malhas e nos pêlos. Enquanto você me amarra, permanece atado na própria trama redonda do novelo
Por Flora FigueiredoQuando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua, ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nome, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Em todos esses sonhos andávamos unidinhos. Os que eu tinha com ela não eram assim, apenas reproduziam a nossa familiaridade, e muita vez não passavam da simples repetição do dia. Alguma frase, algum gesto. Também eu os contava. Capitu um dia notou a diferença, dizendo que os dela eram mais bonitos que os meus, eu, depois de certa hesitação, disse-lhe que eram como a pessoa a pessoa que sonhava... Fez-se cor de pitanga
Por Machado de Assis