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TRADUZIR-SE Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera; outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem; outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte — que é uma questão de vida ou morte — será arte?
Por Ferreira GullarSe a vocação suprema da pessoa é divinizar-se divinizando o mundo, personalizar-se sobrenaturalmente personalizando o mundo, seu Pão cotidiano não é mais penar ou se divertir, ou acumular riquezas, mas, hora a hora, criar próximos ao redor de si.
Por Emmanuel MounierQuem era eu para entender as coisas profundamente? Estava desarmado teoricamente, ressentido, e não havia outro caminho na nossa frente, exceto prosperar e esquecer o baque que o país estava sofrendo.
Por Fernando GabeiraPara uma ideia é de péssimo agouro estar na moda, pois significa que em seguida tornar-se-á antiquada para sempre.
Por George SantayanaO tempo se consumira com seu ritmo imóvel, idêntico para todos os homens, nem mais lento para quem é feliz nem mais veloz para os desventurados.
Por Dino BuzzatiSobre a música: para esta vire uma harmonia gostosa para a glória de Deus e para o devido encantamento da mente. Deve como toda a música ter como fim e causa terminal nada do que a honra e glória de Deus e a recreação do espírito. Quando isto não é respeitado com muito cuidado, não se trata de música verdadeira, mas de um berrando diabólico e cantarejo enfadonho.
Por Johann Sebastian BachSabe quando a gente sobre uma escada? Os pés vão um atrás do outro, como aprendemos desde crianças. Mas a alegria dos primeiros passos se perdeu. Ao crescer, nos modelamos segundo o andar dos nossos pais, dos irmãos mais velhos, das pessoas às quais somos ligados. As pernas agora avançam com base em hábitos adquiridos. E a atenção, a emoção, a felicidade do passo se perderam, assim como a singularidade do andar. Nos mexemos acreditando que o movimento das pernas é nosso, mas não é, uma pequena multidão sobe com a gente aqueles degraus, e a ela nos adequamos: a segurança das pernas é apenas o resultado do nosso conformismo. Ou se muda o passo e se recupera a alegria do início ou nos condenamos à normalidade mais cinzenta.
Por Domenico StarnoneQuando eu morrer, jogue esse cachecol fora. Você vai viver muito tempo depois disso. Esqueça de mim. Seja livre. (Eren)
Por Attack on Titan