Veja outros textos inspiradores!

É só mais uma noite E eu estou encarando a lua Vi uma estrela cadente e pensei em você Cantei uma canção de ninar na beira d'água e soube Se você estivesse aqui, cantaria para você Você está do outro lado do mundo E a linha do horizonte se divide Milhas distante de poder te ver Eu posso ver as estrelas da América Eu me pergunto, será que você as vê também? Então abra seus olhos e veja Os nossos horizontes se encontrando E todas as luzes irão te guiar Pela noite, comigo E eu sei que essas cicatrizes irão sangrar Mas os nossos corações acreditam Que todas as estrelas irão nos guiar para casa Eu posso ouvir seu coração Pelo rádio, ele bate Eles tocaram "Chasing Cars" e eu pense em nós De volta ao tempo em que você se deitava ao meu lado Eu olhei para o lado e me apaixonei Então, eu peguei a sua mão E pelas ruas, eu soube Tudo me levava de volta à você Você pode ver as estrelas De Amsterdã E ouvir a canção que bate no meu coração? Então abra seus olhos e veja Os nossos horizontes se encontrando E todas as luzes irão te guiar Pela noite, comigo E eu sei que essas cicatrizes irão sangrar Mas os nossos corações acreditam Que todas as estrelas irão nos guiar para casa Eu posso ver as estrelas da América

Por Ed Sheeran

Gênesis, GN, 31:14, Então Raquel e Lia disseram: - Será que ainda existe para nós parte ou herança na casa de nosso pai?

Por Gênesis, Antigo Testamento

É uma revelação e tanto descobrir que o lugar para onde você quis fugir é exatamente o mesmo lugar de onde fugiu. Que a prisão não era o lugar, mas a perspectiva.

Por A Biblioteca da Meia-Noite (livro)

Não se deixa de amar alguém simplesmente porque essa pessoa te machucou. Certamente deixaria as coisas mais fáceis se isso acontecesse.

Por Brandon Sanderson

NOSSOS DIAS MELHORES NUNCA VIRÃO? Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido. As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo. Funcionar é preciso; viver não é preciso. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde?, para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" nos faz boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar". Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, de começo e fim, ficamos também sem presente. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato. Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi. Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles. Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado. Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias. E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.

Por Arnaldo Jabor

II Crônicas, 2CR, 29:36, Ezequias e todo o povo se alegraram com o que Deus tinha feito pelo povo, porque esta obra foi feita em pouco tempo.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Amós, AM, 1:9, Assim diz o Senhor: ´Por três transgressões de Tiro, sim, por causa de quatro, não suspenderei o castigo. Porque levaram em cativeiro todo um povo, para entregá-lo a Edom e não se lembraram da aliança de irmãos.

Por Amós, Antigo Testamento

Por mais que procure a verdade nas massas, não a encontro, só nos indivíduos.

Por Eugène Delacroix

O homem sem paciência é como uma lamparina sem óleo.

Por Alfred de Musset

I Crônicas, 1CR, 14:2, Então Davi reconheceu que o Senhor o havia confirmado como rei sobre Israel e que tinha exaltado muito o seu reino por amor do seu povo de Israel.

Por I Crônicas, Antigo Testamento