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Vamos lá garota, sorria, digo pra mim mesma enquanto me olho no espelho com o rosto borrado de maquiagem, reaja garota, vai, você consegue...
Por Gabriela FreitasPontes Indestrutíveis Buscando um novo rumo Que faça sentido Nesse mundo louco Com o coração partido eu... tomo cuidado Pra que os desequilibrados Não abalem minha fé Pra eu enfrentar Com otimismo essa loucura... Os homens podem falar Mas os anjos podem voar Quem é de verdade Sabe quem é de mentira Não menospreze o dever Que a consciência te impõe Não deixe pra depois Valorize a vida... Resgate suas forças E se sinta bem Rompendo a sombra Da própria loucura Cuide de quem Corre do seu lado E quem te quer bem Essa é a coisa mais pura... Fragmentos da realidade Estilo mundo cão Tem gente que desanda Por falta de opção E toda fé que eu tenho Eu tô ligado Que ainda é pouco Os bandidos de verdade Tão em Brasília tudo solto Eu faço da dificuldade A minha motivação A volta por cima Vem na continuação O que se leva dessa vida É o que se vive É o que se faz Saber muito é muito pouco "Stay Will" esteja em paz.. Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Evoluir também Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Prosperar também Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Evoluir também Que importa é se sentir bem... Resgate suas forças E se sinta bem Rompendo a sombra Da própria loucura Cuide de quem Corre do seu lado E quem te quer bem Essa é a coisa mais pura... Difícil é entender E viver no paraíso perdido Mas não seja mais um iludido Derrotado e sem juízo Então! Resgate suas forças E se sinta bem Rompendo a sombra Da própria loucura Cuide de quem Corre do seu lado E quem te quer bem Essa é a coisa mais pura... Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Evoluir também Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Prosperar também Que importa é se sentir bem Que importa é fazer o bem Eu quero ver meu povo todo Evoluir também Que importa é se sentir bem... Viver, viver e ser livre Saber dar valor Para as coisas mais simples Só o amor constrói Pontes Indestrutíveis...
Por Charlie Brown JrJó, JÓ, 34:14, Se Deus pensasse apenas em si mesmo e fizesse voltar para si o seu espírito e o seu sopro,
Por Jó, Antigo TestamentoO AMOR DEIXA MUITO A DESEJAR A Rita Lee fez uma música com a letra tirada de um artigo que escrevi, sobre amor e sexo. A música é linda, estou emocionado, não mereço tão subida honra, quem sou eu, quase enxuguei uma furtiva lágrima com minha "gélida manina" por estar num disco, girando na vitrola sem parar com Rita, aquela hippie florida com consciência crítica, aquela hippie paródica, aquela mulher divinamente dividida, de noiva mutante ou de cartola e cabelo vermelho que, em 67, acabou com a caretice de Sampa e de suas lindas "minas" pálidas. A música veio mesmo a calhar, pois ando com uma fome de arte, ando com saudade da beleza, ando com saudade de tudo, saudade de alguma delicadeza, paz, pois já não agüento mais ser apenas uma esponja absorvendo e comentando os bodes pretos que os políticos produzem no Brasil e o Bush lá fora. Ando meio desesperançado, mas essa canção de Rita trouxe de volta a minha mais antiga lembrança de amor. Isso mesmo: a canção me trouxe uma cena que, há mais de 50 anos, me volta sempre. Sempre achei que esse primeiro momento foi tão tênue, tão fugaz que não merecia narração. Mas, vou tentar. Eu devia ter uns 6 anos, no máximo. Foi meu primeiro dia de aula no colégio, lá no Meier, onde minha mãe me levou, pela Rua 24 de Maio, coberta de folhas de mangueira que o vento derrubava. Fiquei sozinho, desamparado, sem pai nem mãe no colégio desconhecido. No pátio do recreio, crianças corriam. Uma bola de borracha voou em minha direção e bateu em meu peito. Olhei e vi uma menina morena, de tranças, com olhos negros, bem perto, me pedindo a bola e, nesse segundo, eu me apaixonei. Lembro-me de que seu queixo tinha um pequeno machucado, como um arranhão com mercúrio-cromo, lembro-me que ela tinha um nariz arrebitado, insolente e que, num lampejo, eu senti um tremor desconhecido, logo interrompido pelo jogo, pela bola que eu devolvi, pelos gritos e correria do recreio. Ela deve ter me olhado no fundo dos olhos por uns três segundos mas, até hoje, eu me lembro exatamente de sua expressão afogueada e vi que ela sentira também algum sinal no corpo, alguma informação do seu destino sexual de fêmea, alguma manifestação da matéria, alguma mensagem do DNA. Recordando minha impressão de menino, tenho certeza de que nossos olhos viram a mesma coisa, um no outro. Senti que eu fazia parte de um magnetismo da natureza que me envolvia, que envolvia a menina, que alguma coisa vibrava entre nós e senti que eu tinha um destino ligado àquele tipo de ser, gente que usava trança, que ria com dentes brancos e lábios vermelhos, que era diferente de mim e entendi vagamente que, sem aquela diferença, eu não me completaria. Ela voltou correndo para o jogo, vi suas pernas correndo e ela se virando com uma última olhada. Misteriosamente, nunca mais a encontrei naquela escola. Lembro-me que me lembrei dela quando vi aquele filme Love Story, não pelo medíocre filme, mas pelo rosto de Ali McGraw, que era exatamente o rosto que vivia na minha memória. Recordo também, com estranheza, que meu sentimento infantil foi de "impossibilidade"; aquele rosto me pareceu maravilhoso e impossível de ser atingido inteiramente, foi um instante mágico ao mesmo tempo de descoberta e de perda. Escrevendo agora, percebo que aquela sensação de profundo "sentido" que tive aos 6 anos pode ter marcado minha maneira de ser e de amar pelos tempos que viriam. Senti a presença de algo belíssimo e inapreensível que, hoje, velho de guerra, arrisco dizer que talvez seja essa a marca do amor: ser impossível. Calma, pessoal, claro que o amor existe, nem eu sou um masoquista de livro, mas a marca do sublime, o momento em que o impossível parece possível, quando o impalpável fica compreensível, esse instante se repetiu no futuro por minha vida, levando-me para um trem-fantasma de alegrias e dores. Amar é parecido com sofrer - Luís Melodia escreveu, não foi? Machado de Assis toca nisso na súbita consciência do amor entre Bentinho e Capitu: "Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela boca." Isso: felicidade e medo, a sensação de tocar por instantes um mistério sempre movente, como um fotograma que pára por um instante e logo se move na continuação do filme. Sempre senti isso em cada visão de mulheres que amei: um rosto se erguendo da areia da praia, uma mulher fingindo não me ver, mas vendo-me de costas num escritório do Rio... São momentos em que a "máquina da vida" parece se explicar, como se fosse uma lembrança do futuro, como se eu me lembrasse ali, do que iria viver. Esses frêmitos de amor acontecem quando o "eu" cessa, por brevíssimos instantes, e deixamos o outro ser o que é em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso próprio desamparo, entrevisto no outro. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. Vejam a arte tratada como algo desnecessário, sem lugar, vejam as mulheres nuas amontoadas na internet. Andamos com fome de beleza em tudo, na vida, na política, no sexo; por isso, o amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Todas essas tênues considerações, essas lembranças de lembranças, essa tentativa de capturar lampejos tão antigos, com risco de ser piegas, tudo isso me veio à cabeça pela emoção de me ver subitamente numa música, parceiro de Rita Lee, "lovely Rita", a mais completa tradução de São Paulo, essa cidade cheia de famintos de amor.
Por Arnaldo JaborÊxodo, EX, 40:32, quando entravam na tenda do encontro e quando se aproximavam do altar, segundo o Senhor havia ordenado a Moisés.
Por Êxodo, Antigo TestamentoSenhor, fortalece-me para correr com perseverança a carreira proposta. Que eu não troque a coroa eterna por glórias passageiras. Que eu seja encontrado fiel, até o fim, e um dia receba das Tuas mãos a coroa incorruptível! Vem, Senhor! Maranata!
Por Miriam LealJoão, JO, 7:18, <J>Quem fala por si mesmo está buscando a sua própria glória; mas o que busca a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há falsidade.</J>
Por João, Novo Testamento