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A contemplação é um luxo, a ação uma necessidade.

Por Henri Bergson

Senhora minha. Do meu arbítrio és rainha.

Por Alice no País das Maravilhas

Não importa quantos cisnes brancos você veja ao longo de sua vida. Isso nunca lhe dará certeza de que cisnes negros não existem.

Por Karl Popper

Quanto mais velho fico, mais sólida a parede se torna, como se tudo o que deveria ser explorado já tivesse sido. As coisas verdadeiras se tornam mais verdadeiras, e as coisas não comprovadas desaparecem. Porque não precisamos delas.

Por Edgar Cantero

Todos somos mais do que as coisas que fazemos.

Por Chris Whitaker

ESSA NEGRA FULÔ Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo) no banguê dum meu avô uma negra bonitinha chamada negra Fulô. Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô! Ó Fulô! (Era a fala da Sinhá) — Vai forrar a minha cama, pentear os meus cabelos, vem ajudar a tirar a minha roupa, Fulô! Essa negra Fulô! Essa negrinha Fulô ficou logo pra mucama, para vigiar a Sinhá pra engomar pro Sinhô! Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô! Ó Fulô! (Era a fala da Sinhá) vem me ajudar, ó Fulô, vem abanar o meu corpo que eu estou suada, Fulô! vem coçar minha coceira, vem me catar cafuné, vem balançar minha rede, vem me contar uma história, que eu estou com sono, Fulô! Essa negra Fulô! “Era um dia uma princesa que vivia num castelo que possuía um vestido com os peixinhos do mar. Entrou na perna dum pato saiu na perna dum pinto o Rei-Sinhô me mandou que vos contasse mais cinco.” Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Vai botar para dormir esses meninos, Fulô! “Minha mãe me penteou minha madrasta me enterrou pelos figos da figueira que o Sabiá beliscou.” Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Fulô? Ó Fulô? (Era a fala da Sinhá chamando a Negra Fulô.) Cadê meu frasco de cheiro que teu Sinhô me mandou? — Ah! foi você que roubou! Ah! foi você que roubou! O Sinhô foi ver a negra levar couro do feitor. A negra tirou a roupa. O Sinhô disse: Fulô! (A vista se escureceu que nem a negra Fulô.) Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Cadê meu lenço de rendas cadê meu cinto, meu broche, cadê meu terço de ouro que teu Sinhô me mandou? Ah! foi você que roubou. Ah! foi você que roubou. Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! O Sinhô foi açoitar sozinho a negra Fulô. A negra tirou a saia e tirou o cabeção, de dentro dele pulou nuinha a negra Fulô Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Cadê, cadê teu Sinhô que nosso Senhor me mandou? Ah! foi você que roubou, foi você, negra Fulô? Essa negra Fulô!

Por Jorge de Lima

⁠Todos temos estações nas quais florescemos e estações nas quais as folhas caem de nós, revelando nossos ossos nus. Com o tempo, elas crescem novamente...

Por Katherine May

PRESENÇA É Zum É Zum É Zum É Zumbi Zumbi de Ogum Guerreiro de Ogum Aqui Na praça na raça Na reza fumaça De incenso no ar No canto de encanto Na fala na sala Na rua na lua Na vida de cada dia Em todo lugar É Zum É Zum É Zum É Zumbi Zumbi de Ogum Guerreiro de Ogum Aqui rabo-de-arraia No aço do braço No samba de samba No bumba-meu-boi No bombo do jongo Congada batuque Maracatu Zumbi Zumbi Zumbi Guerreiro da Serra Sob as estrelas acesas Na madrugada Nó do ebó na encruzilhada É Zum É Zum É Zum É Zumbi Zumbi de Ogum Guerreiro de Ogum Aqui

Por Carlos de Assumpção

O importante não é que eu veja beleza nos muros ou nas estradas do oásis; o mais importante é que eu encontre beleza nas pessoas e na vida das pessoas!

Por Ibrahim Al-Koni

Uma menina feita de trevas.

Por A Menina que Roubava Livros