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Contei-lhe minha história e para ti fiz nascer poemas... Coração solto em terra ímpia a florescer... Da ilusão por mim criada só tive algemas... Onde aprendi a sofrer... Todas as portas já cerradas... Todas as ruas vazias... Vejo as estrelas a chorar... E até, quem diria... Não é mais bela a lua... É só uma luz fria... No jardim das almas... Ninguém acompanha meu caminhar... Saudade ou aspiração? Deixei minhas virtudes cair ao chão... Cansei de tanto oferecer... Do que não há de voltar... Do tempo que há de chegar... Castigo inexpiável... Tamanho é meu parecer... Para ter meus sonhos realizados... A quem devo obedecer? Para quê a busca das coisas? Quando por fim tudo acaba? Valerá a luta da conquista... Onde ainda se crê e se ama ainda? Sim, é certo... Quem eu amo... Agora zomba e ri do meu amor… Em tudo o que fiz pus o cuidado... Será possível mesmo o fim de tudo? Restando-me só ausência e dor? Sandro Paschoal Nogueira
Por Sandro Paschoal NogueiraTudo fica melhor debaixo das estrelas, suponho. Se tivermos outra vida depois dessa, eu te encontrarei lá, velho amigo...
Por Alice OsemanA velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.
Por Machado de AssisEsta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar...
Por Machado de AssisJeremias, JR, 24:5, - Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Os exilados de Judá, que eu enviei deste lugar para a terra dos caldeus, são como esses figos bons: eu os considero bons.
Por Jeremias, Antigo TestamentoJuízes, JZ, 7:3, Portanto, anuncie ao povo o seguinte: ´Quem estiver assustado e com medo, saia da região montanhosa de Gileade e volte para casa.` Então vinte e dois mil homens voltaram, e dez mil ficaram.
Por Juízes, Antigo TestamentoA cura passa por muitos níveis e eu sei que não é possível fazer pelo outro o que não fazemos por nós mesmas.
Por Carmem MendesGênesis, GN, 7:12, e caiu chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.
Por Gênesis, Antigo TestamentoCálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Ese silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a proca já não anda De muito suada a faca já não corta Como é difícilo, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontgade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça
Por Chico Buarque