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Livros eram minha paixão e minha fuga da loucura.

Por Dorothea Benton Frank

⁠Somos autores de um livro chamado vida. Cada página carrega consigo histórias, lembranças, marcas de um tempo que não volta mais.

Por Michelle Andrade

”Prefiro viver na realidade de um sonho do que na segueira de uma vida real”

Por Kauan Pinheiro

Jó, JÓ, 6:25, Como são persuasivas as palavras retas! Mas o que é que a repreensão de vocês repreende?

Por Jó, Antigo Testamento

É necessário amar… Quem não ama na vida? Amar o sol e a lua errante! amar estrelas, Ou amar alguém que possa em sua alma contê-las, Cintilantes de luz, numa seara florida! Amar os astros ou na terra as flores… Vê-las Desabrochando numa ilusão renascida… Como um branco jardim, dar-lhes na alma guarida, E todo, todo o nosso amor para aquecê-las… Ou amar os poentes de ouro, ou o luar que morre breve, Ou tudo quanto é som, ou tudo quanto é aroma… As mortalhas do céu, os sudários de neve! Amar a aurora, amar os flóreos rosicleres, E tudo quanto é belo e o sentido nos doma! Mas, antes disso, amar as crianças e as mulheres…

Por Alphonsus de Guimaraens

É o coração que faz o caráter.

Por Eça de Queirós

Lamentações de Jeremias, LM, 3:55, Da mais profunda cova, Senhor, invoquei o teu nome.

Por Lamentações de Jeremias, Antigo Testamento

Nossas riquezas ultrapassam o lado material.

Por Roberto Shinyashiki

O Caçador de Pipas Era uma vez... As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas. Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice. Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho. Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno. Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula. Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia. Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria. Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores vôos de ambição. Então, um dia... Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da História. Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice. De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente. Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola. Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante. Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer. Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro. E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito. Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais. As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam. Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência. Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa. E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara. E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava. Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis. Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas. Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só... Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna. Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice. A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado. A história parece um conto de fadas. Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras. Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos. Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas. A tudo confiramos o devido valor, jamais perdendo nossa alegria. Haveres conquistados à troca de infelicidade somente geram infelicidade.

Por Khaled Hosseini

A recusa em acreditar até que a prova seja dada é uma posição racional; a negação de tudo fora de nossa própria experiência limitada é absurdo.

Por Annie Besant