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Deuteronômio, DT, 20:20, Mas as árvores cujos frutos vocês sabem que não são comestíveis, essas vocês podem derrubar e cortar, para com elas cercar a cidade que está em guerra contra vocês, até que seja conquistada.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

⁠Já entrei pela janela pra mudar o curso e o tamanho espaço Fazendo contraste, dá vontade de ser mais eu Só quero inovar, reinventar Romance do tipo do meu, tipo eu No formato julieta e romeu Brincar com tudo novo que já se perdeu Casar de branco e flutuar sobre o altar E só depois ver o "herói você" Que vai fazer me pertencer, renascer E tudo mais original sou eu de véu, grinalda e tal

Por Brena Gonçalves

Amós, AM, 5:15, Odeiem o mal e amem o bem. Promovam a justiça nos tribunais. Talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, se compadeça do remanescente de José.`

Por Amós, Antigo Testamento

A Alegria na Tristeza O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir. Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Por Martha Medeiros

Todo desenvolvimento verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer a espécie humana

Por Edgar Morin

Não sei qual o meu maior medo. Ver ele partir ou implorar para ele não ir; bem egoísta.

Por É Assim que Acaba (livro)

Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você.

Por Clube da Luta

Romanos, RM, 9:1, Digo a verdade em Cristo, não minto, e a minha consciência confirma isso por meio do Espírito Santo:

Por Romanos, Novo Testamento

... precisei compreender o que experimentara, e o que experimentara era o ensinamento de um sistema coerente de crenças por meio de um método pragmático e experimental.

Por Carlos Castaneda

Pergunto-me como te vais sentir quando descobrires que fui eu que escrevi isto em vez de ti, que fui eu que me levantei cedo para me sentar na cozinha e mencionar com uma caneta as janelas ensopadas pela chuva, o papel de parede com heras, o peixe-dourado circulando no aquário. Vá lá, dá a volta, morde o lábio e arranca a página, mas, escuta - era só uma questão de tempo até que um de nós casualmente reparasse nas velas apagadas no relógio murmurando na parede. Para além disso, nada ocorreu nessa manhã – uma canção na rádio, um carro assobiando na estrada lá fora – e eu simplesmente pensando no saleiro e no pimenteiro colocados lado a lado num mantel individual. Perguntei-me se se haviam feito amigos depois de todos estes anos ou se ainda eram estranhos um para o outro como tu e eu que conseguimos ser conhecidos e desconhecidos um para o outro ao mesmo tempo – eu a esta mesa com uma fruteira de pêras, tu encostado algures na entrada de uma casa junto a umas hortênsias azuis lendo isto.

Por Billy Collins