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Tudo que eu vejo Me faz lembrar Você Do menor ao maior Me faz lembrar Você Tudo que eu sinto O ar que eu respiro Só penso em Você
Por Casa Worship( 009 ) Balanço Jenário de Fátima Tudo passa, enfim tudo é passageiro. Passa o tempo e as vezes nem percebemos. Que as rugas que nos cobrem, que nós temos São as provas de que o tempo anda ligeiro. Vai dezembro, vem ai novo janeiro, Repetindo a dança d tantos anos. E de novo o mesclar de tantos planos Nos confunde em o que fazer primeiro. Entretanto, quando olhamos lá pra trás. Ao saber que o que passou não volta mais, No produto entre o que foi choro ou riso. Muitas dúvidas ainda permanecem. Pois os nossos valores sempre crescem Quando na soma do amor há prejuízo
Por Jenário de FátimaSimplesmente não faço isso. Não acredito que se eu fizer algo, então terei que seguir um certo caminho, porque isso foi feito para pessoas normais. Pessoas que não são especiais. Pessoas que não têm sangue de tigre nem DNA de Adonis.
Por Charlie SheenNúmeros, NM, 1:16, Estes foram os escolhidos da congregação, os chefes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel.
Por Números, Antigo TestamentoConfissões de um menor abandonado Eu sei que sou culpado, não tive a capacidade de assumir a administração da minha vida, não fui capaz de controlar as emoções infantis nem consegui equilibrar-me sobre os obstáculos que herdei da sociedade. Até que me esforcei! Olhei para a vida de meus pais, porém, os desentendimentos do casamento falido nublaram os tais exemplos de que ouvi falar, só falar. Não tive o privilégio de me aquecer no meu próprio lar, porque lhe faltou a chama do amor, sustentando-nos unidos. Cada qual saiu para o seu lado. Na confusão da vida me perdi. Candidatei-me à escola. Juntei a identidade civil ao retrato desbotado, botei a melhor farda de guerreiro, entrei na fila. Humilhado por tantas exigências, implorando prazos, descontos e vaga, me sentei num banco escolar, jurei persistência, encarei o desafio. - Joãozinho, você não sabe sentar-se? - Joãozinho, seu material está incompleto. - Joãozinho, seu trabalho de pesquisa está horrível. - Joãozinho, seu uniforme está ridículo. A barra foi pesando, fui sendo passado pra trás e vendo que escola é coisa de rico. Um dia, me arrependi, mas a professora se escandalizou das faltas (nem eram tantas!) e disse que meu nome já estava riscado, há muito tempo. O que fazer? Dei marcha à ré ali e, olhando a turma, com vergonha, fui saindo. Moro nas marquises, debaixo da ponte, nas calçadas e não moro em lugar nenhum. Tenho avós, pais, irmãos e primos, mas não tenho família. Tenho idade de criança e desilusões de adulto. Minha aparência assusta as pessoas e nada posso fazer. A cada dia que passa, estou mais sujo, mais anêmico, mais fraco. Sou um rosto perdido, perambulando, em solo brasileiro. Na verdade, nos chamam de menores, todavia, somos os maiores desgraçados. Vendo balas num sinal de trânsito que muda de cor a cada minuto. Quando o sinal fica vermelho, os carros param, meu coração dispara. Para nós, menores abandonados, o vermelho do sinaleiro é a cor da esperança. Extraído do meu livro Escola Comunitária-4ª.ed
Por Ivone BoechatAdeus Dessa vez foi diferente, eu disse adeus. Caminhei até sumir de vista, lentamente para que não doesse tanto. Não adiantou, sei que doeu. Me sinto péssima por isso, não é tão bom quanto eu imaginava estar do outro lado. Deixar, e não ser deixada. Não queria que fosse assim, mas foi o que eu fiz. Você sabe, as vezes eu faço coisas sem saber direito, você mais do que ninguém deveria saber disso, você foi uma delas. Eu não te enganei desdo começo, eu gostava de você. Como posso explicar? Você era tudo que eu precisava. Não tinha os defeitos que me assombravam e ainda cheirava muito bem. Mas isso não foi o bastante. Talvez nossa história seja literalmente daquelas vividas de longe, na lembrança e na distancia. É triste mas é minha teoria sobre a gente, sobre o nosso destino. Guarde tudo que ainda resta de mim em você, se lembre pelo menos uma vez por dia de como eu era especial. Não quero fazer parte daquilo que você quer esquecer. Você também não quer isso. Eu ainda tenho medo que você acredite que nada era de verdade. Porque era. Você me fez feliz, só não conseguiu me segurar. Eu escapei entre seus dedos e defeitos. Não se sinta mal, você não é o primeiro, nem provavelmente será o último. A culpa não é sua, nós nos os encontramos em épocas erradas. Você queria a liberdade da juventude eu a prisão dos pensamentos. Nos afastamos sem perceber, e você sabe, quando a única coisa que une duas pessoas é o passado não existe futuro.
Por Bruna Vieira