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Deuteronômio, DT, 5:6, - ´Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão.`
Por Deuteronômio, Antigo TestamentoSalmos, SL, 112:5, Feliz aquele que se compadece e empresta; ele defenderá a sua causa em juízo;
Por Salmos, Antigo TestamentoNão posso provar que deus não existe, mas também não posso provar que cogumelos não poderiam estar em espaçonaves intergalácticas nos espionando.
Por Daniel DennettAtos, AT, 6:11, Então subornaram alguns homens para que dissessem: - Ouvimos este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.
Por Atos, Novo TestamentoO ROSTO DE UMA MULHER Eu morava no rosto de uma mulher que mora numa onda. A maré cheia trouxe-a até à praia cujo porto desapareceu nas suas conchas. Eu morava no rosto de uma mulher que me assassinou, que no meu sangue de navegador até ao fim da loucura amorosa quer ser um farol, que se apaga.
Por AdonisSem exagero, não há nas bibliotecas deste mundo, não há nos pisos deste chão, não há na lucidez das minhas loucuras e muito menos na imensidão das suas ausências, nada nem ninguém capaz de entender o silêncio dos meus poemas com a mesma delicadeza dos seus olhos. Eles têm o privilégio de ler as entrelinhas de cada verso, e por ali ficar por horas e horas e dias e dias, até adormecerem num sonho confuso e denso – como são os sonhos dos que amam e não podem se entregar. E eles nunca se fecham porque precisam de vida para morrer, e também precisam se alimentar dessa poesia para continuar a brilhar e a sentir saudades e a mentir verdades. Por isso serão sempre densos, tensos e imensos. Já, meus poemas têm a necessidade de buscar nos seus traços o formato de cada letra e o compromisso de catar em suas mãos as palavras mais imperfeitas – aquelas que nunca foram versificadas – e ver se cada "eu te amo" gritado silenciosamente pelos seus lábios finos consegue me acolher sem dentes, sem me deixar sofrer e só me fazer enxergar o que há de mais belo no amor: aquilo que não se diz. Meus poemas também têm a obrigação de contar nos seus dedos todas as vezes que eu não pude ouvir o tom da sua voz tão deliciada dizer que sente a minha falta. E nesse timbre ficar e respirar por meses e meses e rimas e rimas, até adoecerem num sonho doce e triste – como são os sonhos dos que amam e não encontram ninguém para se entregar. E eles nunca se ausentam por muito tempo porque precisam das migalhas da sua presença, dos pedaços mastigados do seu coração e de alguns goles das suas lágrimas para não secarem, sozinhos, como os pontos finais dos breves romances sem final feliz. Por isso também serão sempre densos, tensos e imensos. Saiba que também não sei muito bem o que pode sair da boca e dos poros e das mãos e dos olhos de um homem de carne e osso e sangue e sonhos que se permite acreditar na realidade de vez em quando. E mesmo que nada faça sentido. E mesmo que eu não consiga me expressar com as palavras certas. E mesmo que você não interprete da maneira mais simples meus sentimentos mais complicados, meus desejos mais confusos e minhas mais sinceras verdades sobre você, sobre mim, sobre nós; saiba que aqui, em cada página, em cada erro ou palavra, em cada espaço ou entrelinha, em cada ponto e vírgula, estão os meus mais vivos pensamentos, aqueles que pulsam e vibram cada vez que pensam no que não fomos... Não sei como nem quando surgiu a ideia de começar a te escrever. [página solta de uma carta despedaçada; antônio]
Por Eu me chamo AntônioEle parecia tão perdido, tão emotivo, tão solitário. Eu queria que ele me beijasse agora. Eu queria que ele soubesse que eu era sua por toda a eternidade.
Por Ellen Schreiber