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Deixai que a vida sobre vós repouse qual como só de vós é consentida enquanto em vós o que não sois não ouse erguê-la ao nada a que regressa a vida. Que única seja, e uma vez mais aquela que nunca veio e nunca foi perdida. Deixai-a ser a que se não revela senão no ardor de não supor iguais seus olhos de pensá-la outra mais bela. Deixai-a ser a que não volta mais, a ansiosa, inadiável, insegura, a que se esquece dos sinais fatais, a que é do tempo a ideada formosura, a que se encontra se se não procura.
Por Jorge de SenaMas eu não quero deixar ninguém saber Porque todo mundo quer algo de mim agora E eu não quero decepcioná-los
Por Billie EilishHá quem me julgue perdido, porque ando a ouvir estrelas. Só quem ama tem ouvido para ouvi-las e entendê-las.
Por Olavo BilacHomem que é homem chora quando a música é muito bonita e faz lembrar outros tempos mesmo quando não há exatamente outros tempos, são tão jovens.
Por Elvira VignaSalmos, SL, 72:11, E todos os reis se prostrem diante dele; todas as nações o sirvam.
Por Salmos, Antigo TestamentoNúmeros, NM, 4:4, É este o serviço dos filhos de Coate na tenda do encontro, nas coisas santíssimas.
Por Números, Antigo TestamentoO que mais se diz ao falar da luta negra é da necessidade de resistir. Ter que resistir sem existir é simplesmente mais uma crueldade sem tamanho.
Por Lázaro RamosJosué, JS, 3:12, E agora escolham doze homens das tribos de Israel, um de cada tribo.
Por Josué, Antigo TestamentoOlhos de ressaca minha deusa negra quando anoitece desce as escadas do apartamento e procura a estátua no centro da praça onde faz o ponto provisoriamente eu fico na cama pensando na vida e quando me canso abro a janela enxergando o porto e suas luzes foscas o meu coração se queixa amargamente penso na morena do andar de baixo e no meu destino cego, sufocado nesse edifício sórdido & sombrio sempre mal e mal vivendo de favores e a minha deusa corre os esgotos essa rede obscura sob as cidades desde que a noite é noite e o mundo é mundo senhora das águas dos encanamentos eu escuto o samba mais dolente & negro e a luz difusa que vem do inferninho no primeiro andar do prédio condenado brilha nos meus tristes olhos de ressaca e a minha deusa, a pantera do catre consagrada à fome e à fertilidade bebe o suor de um marinheiro turco e às vezes os olhos onde a lua eu recordo os laços na beira da cama percorrendo o álbum de fotografias e não me contendo enquanto me visto chego à janela e grito pra estátua se não fosse o espelho que me denuncia e a obrigação de guerras e batalhas eu me arvoraria a herói como você, meu caro pra fazer barulho e preservar os cabarés.
Por Geraldo Carneiro