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Salmos, SL, 80:7, Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

Por Salmos, Antigo Testamento

Jeremias, JR, 6:24, Ao ouvirmos a fama deles, as nossas mãos desfaleceram; angústia tomou conta de nós, dores como as da mulher que está dando à luz.

Por Jeremias, Antigo Testamento

João, JO, 20:28, Ao que Tomé lhe respondeu: - Senhor meu e Deus meu!

Por João, Novo Testamento

Mateus, MT, 26:51, E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.

Por Mateus, Novo Testamento

“Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor… Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber.”

Por Soren Kierkegaard

II Reis, 2RS, 6:5, Aconteceu que, enquanto um deles derrubava um tronco, o machado caiu na água. Ele gritou: - Ai! Meu senhor! O machado era emprestado.

Por II Reis, Antigo Testamento

Isaías, IS, 18:2, que envia embaixadores por mar em navios de papiro sobre as águas. Vão, mensageiros velozes, a uma nação de homens altos e de pele lustrosa, a um povo que é temido pelos de perto e de longe, a uma nação poderosa e esmagadora, cuja terra é dividida por rios.

Por Isaías, Antigo Testamento

Poema V A Federico García Lorca Companheiro, morto desassombrado, rosácea ensolarada quem senão eu, te cantará primeiro. Quem senão eu pontilhada de chagas, eu que tanto te amei, eu que bebi na tua boca a fúria de umas águas eu, que mastiguei tuas conquistas e que depois chorei porque dizias: “amor de mis entrañas, viva muerte”. Ah! Se soubesses como ficou difícil a Poesia. Triste garganta o nosso tempo, TRISTE TRISTE. E mais um tempo, nem será lícito ao poeta ter memória e cantar de repente: “os arados van e vên dende a Santiago a Belén”. Os cardos, companheiro, a aspereza, o luto a tua morte outra vez, a nossa morte, assim o mundo: deglutindo a palavra cada vez e cada vez mais fundo. Que dor de te saber tão morto. Alguns dirão: Mas se está vivo, não vês? Está vivo! Se todos o celebram Se tu cantas! ESTÁS MORTO. Sabes por quê? “El passado se pone su coraza de hierro y tapa sus oídos con algodón del viento. Nunca podrá arrancársele un secreto.” E o futuro é de sangue, de aço, de vaidade. E vermelhos azuis, braços e amarelos hão de gritar: morte aos poetas! Morte a todos aqueles de lúcidas artérias, tatuados de infância, de plexo aberto, exposto aos lobos. Irmão. Companheiro. Que dor de te saber tão morto.

Por Hilda Hilst

A vida é uma vertigem.

Por Júlio Dantas

TRADUZIR-SE Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera; outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem; outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte — que é uma questão de vida ou morte — será arte?

Por Ferreira Gullar