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Cada mãe, quando pega a jovem vida que nasceu dela, ergue os olhos para o Céu a fim de agradecer a Deus pelo dom que fez o mundo rejuvenescer novamente. Mas existe uma Mãe, Maria, que não ergueu os olhos. Ela baixou os olhos para o Céu, pois era o Céu que estava em seus braços".
Por Fulton SheenJeremias, JR, 50:7, Todos os que as acharam as devoraram. Os seus adversários diziam: ´Não é culpa nossa!` Porque eles pecaram contra o Senhor, a morada da justiça, e contra a esperança de seus pais, o Senhor.
Por Jeremias, Antigo TestamentoI Samuel, 1SM, 2:31, Eis que vêm dias em que acabarei com o seu poder e com o poder da casa de seu pai, para que ninguém em sua casa chegue a ficar velho.
Por I Samuel, Antigo TestamentoA espiritualização da sensualidade chama-se amor: ela é um grande triunfo sobre o cristianismo.
Por Friedrich Wilhelm Nietzsche"O que é verdadeiramente profundo e bom, é tido como idiota e banal, ou pior, chato, enquanto aquilo que realmente é idiota e banal é considerado bonito e profundo."
Por Dallas WillardFiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
Por Friedrich NietzscheSalmos, SL, 37:18, O Senhor conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre.
Por Salmos, Antigo TestamentoEles se beijaram, e se beijaram mais uma vez, e ele teria pensado que estava em um conto de fadas, se não fosse pela areia em seu colarinho, a água nas botas e a dor no corpo. Mas ele não trocaria isso por nada.
Por F.T. LukensA capacidade de esquecer é o que existe de mais precioso sobre a face da terra, sob as nossas faces. Amar é indubitavelmente mais magnânimo, mas não é tão essencial quanto o esquecimento: é ele que nos mantém vivos. O amor torna a paisagem mais bonita, mas é o bálsamo curativo do esquecimento que nos faz ter vontade de abrir os olhos para vê-la. A paixão empresta um sentido quase mítico aos dias, mas é esquecer da excruciante tristeza perante a morte dela que nos torna aptos para nos encantarmos novamente dali a pouco. Já esqueci amores inesquecíveis e sobrevivi a paixões que, tinha convicção, me aniquilariam se terminassem. Às vezes cruzo na rua com fantasmas que já foram muito vivos na minha história e não deixo de sentir uma certa melancolia por perceber que aquele rosto um dia pleno de significado se tornou tão relevante quanto um outdoor de pasta de dente. Algumas pessoas são apagadas da memória como filmes desimportantes. Sem maldade o intenção; apenas esmaecem até desaparecer. Mas é mesmo impossível nos lembrar de todos os que passaram por nós: gente demais, espaço de menos. Da mesma forma que minha história está repleta de coadjuvantes e figurantes que, irrefletidamente, se auto-proclamavam protagonistas, eu devo ser a personagem cômica da história de alguém. Ninguém se esquiva da experiência constrangedora de bancar o bobo da corte no reino de outro. Mas esse oco de significado não vem sem um certo pesar. É ruim notar que já não dizemos praticamente nada para quem importou tanto. Na verdade é dolorido ser olvidado: não é fácil encarar que não somos insubstituíveis e que nossa saída displicente abre uma possibilidade de entrada tão desejada por outros. Mas só nos desenroscamos e seguimos nosso rumo natural, em frente, quando eliminamos alguns seres que, caso contrário, nos prenderiam aos emaranhantes aguapés de recordações. "Há pessoas que ficam doendo com a lembrança de outra pessoa, entra ano, sai ano, virando e revirando o caleidoscópio, olhando como caem e de dispõe as cores e os cristais do sofrimento" (Paulo Mendes Campos). O passado deve ser mantido no lugar dele e não trazido nas costas feito mochila de viajante, lotado com os erros cometidos e alegrias jamais revividas. Para ser feliz é necessário pouca coisa além se livrar do excesso de carga e esquecer as coisas certas. É útil também jamais perder de vista um detalhe, afixá-lo no espelho do banheiro, repetir como um mantra: absolutamente nada é pra sempre, nem sentimentos que parecem ser. Nunca mais haverá amor como aquele? Ótimo, porque o novo é tão imenso que seria um desperdício se algo se repetisse. Todo mundo passa. E é bom que seja assim.
Por Ailin Aleixo