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Para onde foram todas as fotos Deste lugar da casa antes de você partir Todas as minhas esperanças, todos os meus sonhos Tentei seguir em frente Mas eu simplesmente não conseguia sentir os meus pés Deixei ela voar, para o céu As lágrimas permanecem sob meus olhos Não a vejo desde aquele dia Se eu pudesse ter ela agora Isto é o que eu diria Para onde quer que vamos Tudo o que fazemos É só eu, é só você Para onde quer que vamos Tudo o que fazemos É só eu, é só você Mas eu simplesmente não conseguia sentir meus pés Deixei ela voar, para o céu
Por AlokII Samuel, 2SM, 23:10, ele se levantou e atacou os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar grudada na espada. Naquele dia, o Senhor efetuou grande livramento, e o povo voltou para onde Eleazar estava somente para pegar os despojos.
Por II Samuel, Antigo TestamentoPara Fazer um Soneto Tome um pouco de azul, se a tarde é clara, e espere um instante ocasional neste curto intervalo Deus prepara e lhe oferta a palavra inicial Ai, adote uma atitude avara se você preferir a cor local não use mais que o sol da sua cara e um pedaço de fundo de quintal Se não procure o cinza e esta vagueza das lembranças da infância, e não se apresse antes, deixe levá-lo a correnteza Mas ao chegar ao ponto em que se tece dentro da escuridão a vã certeza ponha tudo de lado e então comece.
Por Carlos Pena FilhoCrepúsculo de Outono O crepúsculo cai, manso como uma bênção. Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito... As grandes mãos da sombra evangélicas pensam As feridas que a vida abriu em cada peito. O outono amarelece e despoja os lariços. Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar O terror augural de encantos e feitiços. As flores morrem. Toda a relva entra a murchar. Os pinheiros porém viçam, e serão breve Todo o verde que a vista espairecendo vejas, Mais negros sobre a alvura unânime da neve, Altos e espirituais como flechas de igrejas. Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio Do rio, e isso parece a voz da solidão. E essa voz enche o vale... o horizonte purpúreo... Consoladora como um divino perdão. O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos, Flocos, que a luz do poente extática semelha A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos. A sombra casa os sons numa grave harmonia. E tamanha esperança e uma tão grande paz Avultam do clarão que cinge a serrania, Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.
Por Manuel BandeiraDeus te criou milimetricamente com aquilo que me falta, e colocou em mim as coisas que por ventura, tu não tem! É como um encaixe, ele fez tudo com tanta perfeição, com tanto cuidado, que tá aí o resultado: eu sou metade de mim sem você.
Por João Mello