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Salmos, SL, 2:1, Por que se enfurecem as nações e os povos imaginam coisas vãs?
Por Salmos, Antigo TestamentoGênesis, GN, 24:17, Então o servo correu ao encontro dela e disse: - Peço que me deixe beber um pouco da água do seu cântaro.
Por Gênesis, Antigo TestamentoOséias, OS, 8:7, ´Porque semeiam ventos e colherão tempestades. O cereal que estiver por ser colhido não terá espigas, e não haverá farinha; e, se houver, os estrangeiros a comerão.
Por Oséias, Antigo TestamentoIsaías, IS, 43:13, Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e não há quem possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?`
Por Isaías, Antigo TestamentoI Reis, 1RS, 1:16, Bate-Seba inclinou a cabeça e prostrou-se diante do rei, que perguntou: - O que você quer?
Por I Reis, Antigo TestamentoJeremias, JR, 13:2, Comprei o cinto, segundo a palavra do Senhor, e o pus em volta da cintura.
Por Jeremias, Antigo TestamentoEra uma vez uma voz. Um fiozinho à-toa. Fiapo de voz. Voz de mulher. Doce e mansa. De rezar, ninar criança, muitas histórias contar. De palavras de carinho e frases de consolar. Por toda e qualquer andança, voz de sempre concordar. Voz fraca e pequenina. Voz de quem vive em surdina. Um fiapo de voz que tinha todo o jeito de não ser ouvido. Não chegava muito longe. Ficava só ali mesmo, perto de onde ela vivia. Um pontinho no mapa.
Por Ana Maria MachadoOlhos de ressaca minha deusa negra quando anoitece desce as escadas do apartamento e procura a estátua no centro da praça onde faz o ponto provisoriamente eu fico na cama pensando na vida e quando me canso abro a janela enxergando o porto e suas luzes foscas o meu coração se queixa amargamente penso na morena do andar de baixo e no meu destino cego, sufocado nesse edifício sórdido & sombrio sempre mal e mal vivendo de favores e a minha deusa corre os esgotos essa rede obscura sob as cidades desde que a noite é noite e o mundo é mundo senhora das águas dos encanamentos eu escuto o samba mais dolente & negro e a luz difusa que vem do inferninho no primeiro andar do prédio condenado brilha nos meus tristes olhos de ressaca e a minha deusa, a pantera do catre consagrada à fome e à fertilidade bebe o suor de um marinheiro turco e às vezes os olhos onde a lua eu recordo os laços na beira da cama percorrendo o álbum de fotografias e não me contendo enquanto me visto chego à janela e grito pra estátua se não fosse o espelho que me denuncia e a obrigação de guerras e batalhas eu me arvoraria a herói como você, meu caro pra fazer barulho e preservar os cabarés.
Por Geraldo Carneiro