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Como é o ditado francês? Do tal do Sartre? Não escolher também é uma escolha.

Por Emily em Paris

Como crianças perdidas vivemos nossas aventuras inacabadas.

Por Guy Debord

Os antigos retratos de parede Não conseguem ficar por longo tempo abstratos. Às vezes os seus olhos te fitam, obstinados. Porque eles nunca se desumanizam de todo. Jamais te voltes para trás de repente: Poderias pegá-los em flagrante. Não, não olhes nunca! O melhor é cantares cantigas loucas e sem fim... Sem fim e sem sentido... Dessas que a gente inventava para enganar a solidão dos caminhos sem lua.

Por Mario Quintana

Salmos, SL, 58:5, para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos.

Por Salmos, Antigo Testamento

Que sua colheita seja abundante e eterna e o sorriso da felicidade e do sucesso enfeite os seus lábios.

Por Lauro Trevisan

Você deixou gravado o seu cheiro E agora ele não sai do travesseiro E o que é que eu vou fazer com essa saudade?

Por Filhos de Jorge

SUSSURRO Se não erro ao decifrar a voz dos vegetais, eis que suspira a muda de pau-ferro no silêncio do ser: - Eu sei que fui plantada com música, discurso e tudo mais, para alguém no futuro, oferecer sem discurso e sem música o prazer da derrubada.

Por Carlos Drummond de Andrade

Mas, já é tempo de que, seguindo o exemplo de Homero, passemos, alternadamente, dos habitantes do céu aos da terra, onde nada se descobre de feliz e de alegre que não seja obra minha. Primeiro, vós bem vedes com que providência a natureza, esta mãe produtora do gênero humano, dispôs que em coisa alguma faltasse o condimento da loucura. Segundo a definição dos estóicos o sábio é aquele que vive de acordo com as regras da razão prescrita, e o louco, ao contrário, é o que se deixa arrastar ao sabor de suas paixões. Eis porque Júpiter, com receio de que a vida do homem se tornasse triste e infeliz, achou conveniente aumentar muito mais a dose das paixões que a da razão, de forma que a diferença entre ambas é pelo menos de um para vinte e quatro. Além disso, relegou a razão para um estreito cantinho da cabeça, deixando todo o resto do corpo presa das desordens e da confusão. Depois, ainda não satisfeito com isso, uniu Júpiter à razão, que está sozinha, duas fortíssimas paixões, que são como dois impetuosíssimos tiranos: uma é a Cólera, que domina o coração, centro das vísceras e fonte da vida; a outra é a Concupiscência, que estende o seu império desde a mais tenra juventude até à idade mais madura. Quanto ao que pode a razão contra esses dois tiranos, demonstra-o bem a conduta normal dos homens. Prescreve os deveres da honestidade, grita contra os vícios a ponto de ficar rouca, e é tudo o que pode fazer; mas os vícios riem-se de sua rainha, gritam ainda mais forte e mais imperiosamente do que ela, até que a pobre soberana, não tendo mais fôlego, é constrangida a ceder e a concordar com os seus rivais.

Por Erasmo de Roterdã

QUEM ME DERA Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada, E que para de onde veio volta depois Quase à noitinha pela mesma estrada. Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ... A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco... Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Por Alberto Caeiro

Isaías, IS, 29:19, Os mansos voltarão a se alegrar no Senhor, e os pobres do meio do povo exultarão no Santo de Israel.

Por Isaías, Antigo Testamento