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Cansei de me deitar sobre um precipicio pra você passar por cima quando não puder pular
Por Junior LoureiroPRA SER LEVADA EM CONTA Vem me ver Vem juntar seu calor ao meu Não te quero ter Só nos finais de semana Os meus dias De feira também são seus Vem viver Corre pra nossa cabana Faço de conta que sou levada Pra ser levada em conta É pra janela do seu olhar Que o meu destino aponta Vem Põe o moletom Prova meu batom Minha companhia Dobra a calça jeans Rega meu jardim Colore meu dia
Por Vander LeeNão te preocupes por seres mal compreendido; preocupa-te antes, por não seres compreensivo.
Por Provérbio ChinêsMulher de hoje, ontem, amanhã. Mulher é valente, minha gente. Trabalha, é guerreira, batalha! Ensina, aprende, corrige, arruma, se enfeita, deleita. Mulher gera, adota, ama, cria, cuida, ampara. Mulher zela com amor, o fruto, o lar, o par. Mulher, uma menina: brinca, sorri, encanta! Mulher é forte, doce, azeda, afável. Mulher, uma amiga, amante, sensível, incrível! Mulher, seu nome é "Amor"; sobrenome "para sempre amar". Feliz Dia da Mulher. Feliz sempre todos os dias.
Por NARA NUBIA ALENCAR QUEIROZJeremias, JR, 29:16, Mas assim diz o Senhor a respeito do rei que se assenta no trono de Davi e de todo o povo que vive nesta cidade, os irmãos de vocês que não foram com vocês para o exílio.
Por Jeremias, Antigo TestamentoToco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você. Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõe-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio. Então as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.
Por Julio Cortázar— Não, nós não podemos nos fiar nisso. O banco, esse monstro, tem que receber logo o seu dinheiro. Não pode esperar mais; senão, morre. Não, os juros não param de subir. Quando o monstro para de crescer, morre. O monstro não pode ficar sempre do mesmo tamanho.
Por John Steinbeck