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Para se realizar uma atividade qualquer, é preciso considerá-la útil e importante. Por isso, qualquer que seja a situação de um ser humano, ele formará da vida social um conceito que lhe permita encarar a sua atividade como importante e útil. Imagina-se sem razão que os ladrões, os assassinos, os espiões e as prostitutas julgam desfavoravelmente a sua profissão e se envergonham dela. Nada disso. As pessoas que são colocadas pelo destino ou pelos seus próprios erros em determina situação, por muito repreensível que seja, constroem uma concepção geral da vida onde a sua situação particular aparece eminentemente útil e respeitável. Com o fim de sustentar os seus pontos de vista, apoiam-se instintivamente num determinado meio que admite a concepção geral de vida por que optaram e o papel que desempenham, em particular, nesse tipo de vida. Causa-nos surpresa vermos ladrões orgulharem-se da sua destreza, prostitutas de sua corrupção, assassinos da sua crueldade. Mas só nos surpreendemos na medida em que, sendo o meio em que essa gente vive muito limitado, permanecemos à margem dele. E, no entanto, não se produz o mesmo fenômeno entre os ricos que se orgulham das suas vitórias, ou melhor, dos seus crimes, e entre os poderosos que se orgulham do seu poder, ou seja, da sua tirania? Se não chegarmos a reparar que essas personagens, procurando justificar as respectivas situações, têm da vida, do bem e do mal, uma concepção corrompida, é apenas porque o círculo daqueles que a adotaram cada vez mais se amplia, a ponto de nós próprios estarmos incluídos. Leon Tolstoi, in Ressurreição

Por Leon Tolstói

JOSÉ E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio, - e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais! José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja do galope, você marcha, José! José, para onde?

Por Carlos Drummond de Andrade

Entendo por inocente não aquele que é incapaz de pecar, mas o que peca sem remorsos.

Por Giacomo Leopardi

Amor abusado É engraçado quando estamos carentes que qualquer movimento diferente nos parece o amor chegando. É o cara que te oferece ajuda na academia, o motorista gentil que faz sinal para tu passares na faixa de segurança, a moça com o sorriso simpático no caixa do supermercado… Tudo é motivo para pensarmos que ali vai se dar início a uma nova história. Mas, será mesmo? Será que vai acontecer naquele momento? Será que o cara da academia vai te chamar para trocar uma ideia depois do treino? Ou o motorista vai te seguir e pedir teu número com o telefone dele na mão? Ou então a moça do caixa vai escrever um “me liga” na nota fiscal, tendo o seu número logo abaixo? Infelizmente, não! O amor não é assim. O amor é abusado. Ele entra com a casa bagunçada, de pijama, quando tem gente. Sem percebermos, ele se instala. Ele chega em meio a confusão, a euforia, a perda, a conquista. Mas, o que é amor? Quem é esse que tanto falam? Qual é desta insatisfação que torna tudo insatisfatório quando não o temos? Será que é tão importante amarmos e sermos amados? Eu percebi que sim, na minha quinta-série. Quando tive uma professora amarga e diziam que era mal-amada. Não tinha ninguém para compartilhar seus problemas, suas conquistas e muito menos as alegrias. Acabava que, no final do dia, era apenas ela e mais ninguém. Nada a motivava pelo que eu podia perceber. Foi se isolando tanto do mundo que, hoje, vive em um sítio com uns oito gatos e vai à cidade apenas para fazer compras, quando necessário. Eu tenho medo da solidão e, diga-se de passagem, que desde muito tempo já venho planejando meu “plano B”, caso eu não encontre este “tal amor”. Todo mundo anseia por isso, nem que seja bem lá no fundo. O desejo é unânime: querer cuidar e ser cuidado. Deixemos, então, a porta entreaberta para ele entrar. O amor acontece quando a gente menos espera. Quando pensamos: “este aí nunca vai ser o amor da minha vida!” E é. Dizem que ele chega para os mais distraídos, para aqueles que estão ocupados vivendo a vida com gosto, para pessoas com menos planos na agenda. Ele vem quando quer, e não quando queremos.

Por Guilherme Pintto

⁠Às vezes, compreendo o silêncio de Deus… É que, quando Ele se faz presente, até as perguntas perdem o sentido. Ele é, e sempre será… a própria resposta.

Por Janice F. Rocha

Tão logo a falsidade seja desmascarada, a violência nua terá que aparecer em toda sua hediondez - e a violência, derrotada, desaparecerá.

Por Alexander Solzhenitsyn

NÃO PODEMOS DEIXAR A LUZ INTERIOR SE APAGAR Marcial Salaverry Desde que nascemos, temos nossa luz interior acesa, e é certo que todos levamos em nosso interior uma boa dose de energia, que não deve ser desperdiçada. Vamos aprender a usá-la sempre para o bem, uma vez que ela é que governa nossa vida, e para que a vida tenha sentido, é preciso saber usar o tal do bom senso, jamais permitindo que essa luz se apague, pois deixará nossa alma em escuridão total... Propinas e corrupção colaboram ativamente para apagar essa luz, que deveria estar sempre brilhante, e são tramoias que sempre devemops evitar, mas são poucos os que o fazem... Quando eventualmente compactuamos com suborno, (seja ativo ou passivo), quando permitimos que outros dominem nossa personalidade, comandando nossos atos e atitudes, quando, enfim, deixamos de agir por nós mesmos, limitando-nos a uma função de "vaquinha de presépio", anuindo com atos contrários ao que é direito e correto, e pior ainda, quando permitimos atitudes desonestas, desde que nos sejam convenientes, ou seja, isto ou aquilo, pode ser errado, mas se me trouxer vantagens, embora prejudique outrem, deixa rolar, quem se prejudicar, que se dane, como por exemplo é o que o que geralmente pauta a atitude da grande maioria dos politicos, para não generalizar dizendo que são todos... Marcial Salaverry

Por Marcial Salaverry

A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda verdadeira arte e ciência.

Por Desventuras em série

⁠Que nunca nos falte a força na caminhada. O cheiro e a Brisa do Mar para nos renovar... E a grande vontade de fazer o nosso melhor para emanar as positividades ao velho mundo novo.

Por Ângelo A Cremasco

EU NUNCA VI um terremoto. Nem sei se isso passou perto, mas o chão com certeza se abriu ao meio só pra me engolir inteiro.

Por Jason Reynolds