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Você me tem fácil demais E não parece capaz De cuidar do que possui Você sorriu e me propôs Que eu te deixasse em paz Me disse vai, e eu não fui Não faça assim Não faça nada por mim Não vá pensando que eu sou seu
Por Kid AbelhaÉ sempre no passado aquele orgasmo, é sempre no presente aquele duplo, é sempre no futuro aquele pânico. É sempre no meu peito aquela garra. É sempre no meu tédio aquele aceno. É sempre no meu sono aquela guerra. É sempre no meu trato o amplo distrato. Sempre na minha firma a antiga fúria. Sempre no mesmo engano outro retrato. É sempre nos meus pulos o limite. É sempre nos meus lábios a estampilha. É sempre no meu não aquele trauma. Sempre no meu amor a noite rompe. Sempre dentro de mim meu inimigo. E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Por Carlos Drummond de AndradeA FAMÍLIA "A família é o núcleo ou gérmen da sociedade. Nela é que se formam todas as virtudes e se amolda o caráter, que é a feição da alma. É a oficina sagrada onde se prepara, entre o amor e o respeito dos pais e o exemplo dos antepassados, o futuro cidadão. O que se adquire na infância leva-se até a morte. Assim como o corpo se desenvolve na sua conformação, a alma dilata-se nos principios em que foi iniciada. O culto da família, que foi a primeira religião do homem, deve manter-se no coração de todos, porque é ele que estabelece a solidariedade entre os membros da mesma casa, perpetuando a honra de um nome pelos tempos adiante. As pátrias são agregações de famílias e, quanto mais virtuosos forem os lares, que são elos, mais forte será a cadeia da nacionalidade". ("Breviário Cívico)
Por Coelho NetoAcordei querendo ver o mar Tem um sol lá fora só pra mim Pra fluir desligo o celular Offline pra notícia ruim O universo sabe conspirar Pra quem gosta de se permitir E quem planta o bem em qualquer lugar Vai colhendo flores
Por Di FerreroSou um dos fracos? fraca que foi tomada por ritmo incessante e doido? se eu fosse sólida e forte nem ao menos teria ouvido o ritmo? Não encontro resposta: sou. É isto apenas o que me vem da vida. Mas sou o quê? a resposta é apenas: sou o quê. embora às vezes grite: não quero mais ser eu!! mas eu me grudo a mim e inextricavelmente forma-se uma tessitura de vida.
Por Clarice Lispector