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Habacuque, HC, 3:10, Os montes te veem e se contorcem; torrentes de água passam. As profundezas do mar fazem ouvir a sua voz e levantam bem alto as suas mãos.
Por Habacuque, Antigo TestamentoJó, JÓ, 21:18, Quantas vezes são como a palha diante do vento e como a poeira que é levada pela tempestade?`
Por Jó, Antigo TestamentoVá firme na direção das suas metas, porque o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza.
Por Lauro TrevisanA vida é para quem vive. A morte é para quem morre. Deixe a vida ser música. E a morte uma nota por dizer.
Por Langston HughesDaniel, DN, 12:2, Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno.
Por Daniel, Antigo TestamentoNesse jogo de figuras O quadro é bem maior que a tua moldura E você pode se perder na paisagem
Por Jade BaraldoIsaías, IS, 8:10, Elaborem projetos, mas eles serão frustrados; deem ordens, mas elas não serão cumpridas, porque Deus está conosco.
Por Isaías, Antigo TestamentoTrês âncoras deixou Deus ao homem: o amor à pátria, o amor à liberdade, o amor à verdade. Cara nos é a pátria, a liberdade, mais cara; mas a verdade, mais cara de tudo. Damos a vida pela Pátria. Deixamos a Pátria pela liberdade. Mas à Pátria e à liberdade renunciamos pela verdade. Porque este é o mais santo de todos os amores. Os outros são da terra e do tempo. Este vem do céu e vai à eternidade...
Por Rui BarbosaNão-coisa O que o poeta quer dizer no discurso não cabe e se o diz é pra saber o que ainda não sabe. Uma fruta uma flor um odor que relume... Como dizer o sabor, seu clarão seu perfume? Como enfim traduzir na lógica do ouvido o que na coisa é coisa e que não tem sentido? A linguagem dispõe de conceitos, de nomes mas o gosto da fruta só o sabes se a comes só o sabes no corpo o sabor que assimilas e que na boca é festa de saliva e papilas invadindo-te inteiro tal do mar o marulho e que a fala submerge e reduz a um barulho, um tumulto de vozes de gozos, de espasmos, vertiginoso e pleno como são os orgasmos No entanto, o poeta desafia o impossível e tenta no poema dizer o indizível: subverte a sintaxe implode a fala, ousa incutir na linguagem densidade de coisa sem permitir, porém, que perca a transparência já que a coisa é fechada à humana consciência. O que o poeta faz mais do que mencioná-la é torná-la aparência pura — e iluminá-la. Toda coisa tem peso: uma noite em seu centro. O poema é uma coisa que não tem nada dentro, a não ser o ressoar de uma imprecisa voz que não quer se apagar — essa voz somos nós.
Por Ferreira Gullar