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As pessoas procuram conselho de modo seletivo. Elas conversam com pessoas que pensam do mesmo modo, que fazem eco aos seus próprios instintos. Contam apenas o que planejam fazer de qualquer modo.
Por Emily Giffin( 013 ) Jenário de Fátima ANJO MORTO Cuidem você que aí estejam fora O vento impedir de bater a porta Cá precisamos silencio agora Na casa tem uma criança morta Um fio d'agua em cada olhar aflora Todo ambiente pesa e desconforta Quanta tristeza à volta se incorpora Nesta que a vida já tão cedo aborda E diz a mãe, em todo desespero "Por que meu Deus eu não fui primeiro Do mundo agora, nada mais importa." E cabisbaixo, circunspecto, mudo Também um pouco, morro em meio a tudo Sempre que vejo uma criança morta. Jenário de Fàtima
Por Jenário de FátimaUma oposição frágil, fragiliza um governo! Um concorrente burro te emburrece! Um adversário fraco te enfraquece!
Por Mario Sergio CortellaGênesis, GN, 38:19, Tamar se levantou e foi embora. Tirou o véu e pôs outra vez as suas roupas de viúva.
Por Gênesis, Antigo TestamentoSe as pessoas pensassem um pouco mais na morte, não deixariam jamais de dar o telefonema que está faltando. E seriam um pouco mais loucas.
Por Paulo CoelhoEscutar é o mais perigoso, é saber, é ser inteirado e estar a par, os ouvidos não têm pálpebras que se possam fechar instintivamente ao que é dito, não se podem resguardar do que se pressente que se vai escutar, sempre é tarde demais.
Por Javier MaríasAlgumas coisas são inexplicáveis pra quem está de fora. Existem códigos secretos que só pertencem aos que partilharam a mesma mesa, o mesmo quarto, as mesmas brincadeiras, os mesmos pais. Talvez cumplicidade e camaradagem sejam as palavras certas pra definir esse tipo de amor, que começa com um "não me entrega que eu também não te entrego", e segue vida afora compreendendo os traumas ocultos, as dores disfarçadas, a raiva acumulada, a alegria infantil, a inércia justificada. Mesmo longe, as mãos se reconhecem e se apoiam. Mesmo sem palavras, o entendimento é real. E no fim das contas, é aquele olhar cúmplice ("não me dedura por favor...") que nos levanta e aquece. É aquele olhar que justifica e valida a beleza da vida, do mundo, das pessoas. E, de alguma forma que não sei dizer, traz alívio e paz. Não posso imaginar que aquilo que dividimos há tanto tempo me apazigue como fazem essas lembranças. Nada de mim está mais lá, apenas a memória de velhos pijamas de dormir e a voz suave de mamãe contando histórias pra explicar a vida e justificar o amor.
Por Fabíola Simões