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Você deve estar pronto para perder algo a fim de ganhar muito dinheiro. Pois só quem arrisca mais pode ganhar.
Por As Três Irmãs (série)Pela marca que nos deixa A ausência de som que emana das estrelas Pela falta que nos faz A nossa própria luz a nos orientar Doido corpo que se move É a solidão nos bares que a gente frequenta Pela mágica do dia Que independeria da gente pensar Não me fale do seu medo Eu conheço inteira sua fantasia E é como se fosse pouca E a tua alegria não fosse bastar Quando eu não estiver por perto Canta aquela música que a gente ria É tudo que eu cantaria E quando eu for embora você cantará
Por Oswaldo MontenegroI Timóteo, 1TM, 6:6, De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.
Por I Timóteo, Novo TestamentoNo Cabaré-Verde às cinco horas da tarde Oito dias a pé, as botinas rasgadas Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio. - No Cabaré-Verde: pedi umas torradas Na manteiga e presunto, embora meio frio. Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos De uma tapeçaria. - E, adorável surpresa, Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos - Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! - Sorridente me trás as torradas e um monte De presunto bem morno, em prato colorido; Um presunto rosado e branco, a que perfuma Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma Um raio vem doirar do sol amortecido.
Por Arthur RimbaudA maioria das nossas desgraças são mais suportáveis que os comentários que os nossos amigos tecem sobre elas.
Por Charles Caleb ColtonQuando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas... Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores. O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade. Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior. A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo. É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição. Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações. O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
Por Divaldo FrancoJó, JÓ, 34:13, Quem lhe entregou o governo da terra? Quem lhe confiou o universo?
Por Jó, Antigo TestamentoSe for preto atiram e depois perguntam o nome Morre sem registro, sem nenhum valor Rende a homenagem do soldado Tudo que custou, a operação, toda munição E a dor da mãe, capital de giro do Estado
Por ADLParábola do Homem Sábio Um dia um homem sábio morreu. No reino dos céus encontrou-se face a face com o Senhor Deus. Este perguntou-lhe: “Tu, que és sábio e viveste inúmeros anos, diz-me o que aprendeste de realmente importante.” Respondeu o homem sábio: “Uma só coisa aprendi de realmente importante: a ignorar os mestres.” O Senhor Deus olhou-o num demorado silêncio. Depois voltou-lhe as costas e foi-se embora. Aquele que tem ouvidos que ouça!
Por José Eduardo Agualusa