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Estive pensando em você, mais uma vez... E tem sido assim nos últimos dias, cada vez mais, e me preocupa porque sei que é um sonho... Penso nisso, me entristeço, acordo e fico frente a frente com a realidade, mas logo depois me vem as lembranças dos nossos momentos e a alegria de poder vive-los, e novamente sinto sua presença em mim... Me lembro do seu rosto, sua fala, do seu “jeitinho” , das coisas que conversamos, do toque, da entrega. Percebo que estou sorrindo... Mas a insegurança volta a me atormentar e em exíguo espaço de tempo tudo muda, acaba com o sonho e joga no meu rosto a verdade. E ela me dá medo... Tenho feito isso sempre,penso em você, questiono sobre coisas que eu não sentia ... sinto vontade de ir ao seu encontro, mas não posso...recolho-me, disfarço o meu querer e camuflo meus sentimentos ... e deixo você passar... Mas hoje, me permiti dizer o quanto você é importante pra mim, que se e quando nossos momentos tiverem um fim, com certeza já teremos vivido uma história... que só pode ser vivida por aqueles que se permitem sentir. Meus pensamentos estão em você... e com você. Divirta-se, descanse, viva. Você merece!!! Te quero muito.

Por Tamy Henrique Reis Gomes

Que toda a carga imposta por uma tristeza, seja hoje, a sua maior porção de fé e esperança de que o amanhã vai mudar.

Por Tayrine Moreira

O mais irritante no amor é que se trata do tipo de crime que exige um cúmplice.

Por Charles Baudelaire

⁠É dever do entendimento humano compreender que há coisas que ele não pode compreender.

Por Soren Kierkegaard

Ontem eu me deitei chorando e enquanto as lágrimas caia sobre o meu rosto eu me lembrava de você como é lindo o seu sorriso e o seu jeito de me olha tinha uma chama que me incendeia e me deixava segura mais esse tempo já passou e você não volta mas e consigo levou o meu sorriso e a minha paz

Por Maria A Alcântara

Quando se está em movimento, cada posição instantânea é instável. Se quiser ficar em uma posição estável, simplesmente não se mexa.

Por Hervé Le Tellier

Neemias, NE, 4:4, ´Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze com que o seu desprezo recaia sobre a cabeça deles, e faze com que sejam despojo numa terra de cativeiro.

Por Neemias, Antigo Testamento

Juízes, JZ, 13:19, Então Manoá pegou um cabrito e uma oferta de cereais e os ofereceu sobre uma rocha ao Senhor Deus. E o Anjo do Senhor fez algo maravilhoso, enquanto Manoá e a sua mulher estavam observando.

Por Juízes, Antigo Testamento

O primeiro beijo Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples: – Sim, já beijei antes uma mulher. – Quem era ela? perguntou com dor. Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.

Por Clarice Lispector

Cabe ao cidadão não deixar de falar as coisas.

Por Günter Grass