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A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.
Por Max WeberJeremias, JR, 27:17, Não deem ouvidos ao que eles dizem; sirvam o rei da Babilônia e vocês viverão. Por que fazer com que esta cidade se torne um montão de ruínas?
Por Jeremias, Antigo TestamentoÊxodo, EX, 8:2, Se você não quiser deixá-lo ir, eis que castigarei com rãs todo o seu território.
Por Êxodo, Antigo TestamentoAssim que comecei a acreditar que eu talvez fosse inteligente, acho que o mundo inteiro começou a acreditar também.
Por GleeDeuteronômio, DT, 4:1, - Agora, pois, ó Israel, ouça os estatutos e os juízos que eu lhes ensino, para que vocês os cumpram, para que vivam, entrem e tomem posse da terra que o Senhor, o Deus de seus pais, está dando a vocês.
Por Deuteronômio, Antigo TestamentoSalmos, SL, 148:13, Louvem o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade está acima da terra e do céu.
Por Salmos, Antigo TestamentoVARANDO A MADRUGADA Silêncio Sons anônimos Sílabas noturnas Só estrelas brilham Sussurram purpurinas Serpentinas da noite Sinistras "pirilampas" Sequer as vejo São só imaginárias... Sozinha cá dentro Silencio minha mente Sonolenta me entrego Sonhos aparecem Surgindo do diurno Sucumbo minha mente Sono real... mel - ((*_*))
Por melanialudwigA Procura da Poesia Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro são indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma. O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável. Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era. Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
Por Carlos Drummond de Andrade