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Quem compreende, hoje em dia, esses homens? Eles eram sábios, como barqueiros que cruzam um rio em pleno inverno; Eram cautelosos, como homens circundados de inimigos; Eram reservados, como hóspedes que fossem; Eram amoldáveis, como gelo que se derrete; Eram autênticos, como o cerne de madeira de lei; Eram amplos, como vales abertos; Eram impenetráveis, como águas turvas. (aforismo 16 - Tao Te Ching, trad.Huberto Rohden)
Por Lao-TséRomance Sonâmbulo (A Gloria Giner e a Fernando de los Rios) Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar e o cavalo na montanha. Com a sombra pela cintura ela sonha na varanda, verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Verde que te quero verde. Por sob a lua gitana, as coisas estão mirando-a e ela não pode mirá-las. Verde que te quero verde. Grandes estrelas de escarcha nascem com o peixe de sombra que rasga o caminho da alva. A figueira raspa o vento a lixá-lo com as ramas, e o monte, gato selvagem, eriça as piteiras ásperas. Mas quem virá? E por onde?... Ela fica na varanda, verde carne, tranças verdes, ela sonha na água amarga. — Compadre, dou meu cavalo em troca de sua casa, o arreio por seu espelho, a faca por sua manta. Compadre, venho sangrando desde as passagens de Cabra. — Se pudesse, meu mocinho, esse negócio eu fechava. No entanto eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. — Compadre, quero morrer com decência, em minha cama. De ferro, se for possível, e com lençóis de cambraia. Não vês que enorme ferida vai de meu peito à garganta? — Trezentas rosas morenas traz tua camisa branca. Ressuma teu sangue e cheira em redor de tua faixa. No entanto eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. — Que eu possa subir ao menos até às altas varandas. Que eu possa subir! que o possa até às verdes varandas. As balaustradas da lua por onde retumba a água. Já sobem os dois compadres até às altas varandas. Deixando um rastro de sangue. Deixando um rastro de lágrimas. Tremiam pelos telhados pequenos faróis de lata. Mil pandeiros de cristal feriam a madrugada. Verde que te quero verde, verde vento, verdes ramas. Os dois compadres subiram. O vasto vento deixava na boca um gosto esquisito de menta, fel e alfavaca. — Que é dela, compadre, dize-me que é de tua filha amarga? — Quantas vezes te esperou! Quantas vezes te esperara, rosto fresco, negras tranças, aqui na verde varanda! Sobre a face da cisterna balançava-se a gitana. Verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Ponta gelada de lua sustenta-a por cima da água. A noite se fez tão íntima como uma pequena praça. Lá fora, à porta, golpeando, guardas-civis na cachaça. Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar. E o cavalo na montanha.
Por Federico García LorcaSomos tão cruéis... Passamos meses causando desconfortos, dores e fastios em quem nos carrega no ventre. Ao nascermos, lacerdamos-lhe de dentro para fora, e mesmo assim, ao longo da vida, insistimos em causar sofrimento e dor.
Por Howard HughesO caminho mais rápido para quebrar o ciclo de perfeccionismo e se tornar uma mãe destemida é abraçar a incerteza e imperfeição.
Por Arianna HuffingtonII Coríntios, 2CO, 12:1, Se é necessário que eu me glorie, ainda que não seja conveniente, vou falar a respeito das visões e revelações do Senhor.
Por II Coríntios, Novo TestamentoLucas, LC, 22:23, Então começaram a perguntar entre si qual deles seria o que estava para fazer isso.
Por Lucas, Novo Testamento