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Líquida Sou de amor perdida Louca de água Bela-acordada Sem margens do Ipiranga Declaro minha independência ou sorte!
Por Gabriela MarcondesLucas, LC, 13:9, <J>Se vier a dar fruto, muito bem. Se não der fruto, o senhor poderá cortá-la.`</J>
Por Lucas, Novo TestamentoVocês podem mudar o destino deste país. Não por mim, mas por vocês. Por suas mães. Por seus pais. Por seus filhos. Este país sangrou por muito tempo. Temos com acabar com esta loucura.
Por Herói por Encomenda (filme)Mais um sorriso secreto. Mais uma risada compartilhada. Mais um beijo elétrico. Encontrá-lo foi como encontrar alguém que eu não sabia que estava procurando.
Por Becca FitzpatrickGênesis, GN, 15:8, Mas Abrão perguntou: - Senhor Deus, como saberei que vou herdar essa terra?
Por Gênesis, Antigo TestamentoNosso ofício, falo de teatro, não nos deixa provas. A posteridade não nos conhecerá. Quando um ator pára o ato teatral, nada fica. A não ser a memória de quem o viu. E mesmo essa memória tem vida curta.
Por Fernanda MontenegroIsaías, IS, 30:16, Pelo contrário, disseram: ´Nada disso! Nós vamos fugir a cavalo!` Portanto, vocês fugirão. E vocês disseram: ´Vamos cavalgar sobre cavalos ligeiros!` Portanto, ligeiros serão aqueles que perseguem vocês.
Por Isaías, Antigo TestamentoEU, ETIQUETA Em minha calça está grudado um nome que não é meu de batismo ou de cartório, um nome... estranho. Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida. Em minha camiseta, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei. Minhas meias falam de produto que nunca experimentei mas são comunicados a meus pés. Meu tênis é proclama colorido de alguma coisa não provada por este provador de longa idade. Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordens de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada. Estou, estou na moda. É duro andar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado. Com que inocência demito-me de ser eu que antes era e me sabia tão diverso de outros, tão mim mesmo, ser pensante, sentinte e solidário com outros seres diversos e conscientes de sua humana, invencível condição. Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro, em língua nacional ou em qualquer língua (qualquer, principalmente). E nisto me comparo, tiro glória de minha anulação. Não sou - vê lá - anúncio contratado. Eu é que mimosamente pago para anunciar, para vender em bares festas praias pérgulas piscinas, e bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam e cada gesto, cada olhar cada vinco da roupa sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrine me tiram, recolocam, objeto pulsante mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
Por Carlos Drummond de AndradeQuando você achou que nunca mais poderia ter determinada coisa de novo, e ela volta para você, é, de alguma forma, cem vezes melhor do que você se lembra.
Por Leah Johnson