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Resta este caminho; viver, ser o mais feliz dos mortais. Mas a condição de minha felicidade, como tudo o que é humano, é instável.
Por Adolfo Bioy CasaresOs pensamentos vêm à sua cabeça sem o seu controle. Você não pára e questiona, simplesmente deixa esses pensamentos fluírem.
Por Lair RibeiroEntre os gritos de dor física e os cantos do sofrimento metafísico, como traçar seu estreito caminho estoico, que consiste em ser digno do que acontece, em extrair alguma coisa alegre e apaixonante no que acontece, um clarão, um encontro, um acontecimento, uma velocidade, um dever?
Por Gilles DeleuzeVocê não pode deixar que o que aconteceu regule a sua vida, controle todos os seus passos. Se deixar isso acontecer, então qual é o sentido de viver?
Por Jennifer L. ArmentroutCanção na plenitude Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins. (Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.) O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos. A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada. Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado. Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias. Do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151.
Por Lya LuftNada há de mais perigoso do que um amigo ignorante; mais vale um sábio inimigo.
Por Jean de La Fontaine