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Das Biografias (1) em negro teceram-me a pele. enormes correntes amarram-me ao tronco de uma Nova África. carrego comigo a sombra de longos muros tentando impedir que meus pés cheguem ao final dos caminhos. mas o meu sangue está cada vez mais forte, tão forte quanto as imensas pedras que os meus avós carregaram para edificar os palácios dos reis.
Por Adão VenturaQuando digo "Eu entendo", não significa que eu concorde. Não significa que eu compreendo. Não significa nem que estou ouvindo!
Por Charlie HarperPara não chorar eu pensava em coisas que fossem melhores que a vida, e isso é uma coisa difícil, mas se a gente pensar bem acaba encontrando.
Por Jeferson TenórioÉ extraordinário como passamos a vida com olhos fechados, ouvidos entorpecidos, pensamentos preguiçosos.
Por Antonio Muñoz MolinaCultivar o deserto como um pomar às avessas: então, nada mais destila; evapora; onde foi maçã resta uma fome onde foi palavra (potros ou touros contidos) resta a severa forma do vazio
Por João Cabral de Melo NetoALMA NUA Ó Pai,não deixes que façam de mim o que da pedra tu fizestes e que a fria luz da razão não cale o azul da aura que me vestes. Dá-me leveza nas mãos Faze de mim um nobre domador lançando acordes e versos dispersos no tempo pro templo do amor. Que se tiver que ficar nu hei de envolver-me em pura poesia e dela farei minha casa, minha asa loucura de cada dia. Dá-me o silêncio da noite pra ouvir o sapo namorando a lua Dá-me o direito ao açoite ao ócio, ao cio a vadiagem pela rua. Deixa-me perder a hora pra ter tempo de encontrar a rima ver o mundo de dentro pra fora e a beleza que aflora de baixo pra cima. Ó Meu Pai, dá-me o direto de dizer coisa sem sentido de não ter que ser perfeito pretérito, sujeito, artigo definido. De me apaixonar todo dia de ser mais jovem que meu filho e ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho. Virar os dados do destino de me contradizer, de não ter meta me reinventar, ser meu próprio Deus Viver menino, morrer poeta.
Por Vander LeeSão tantas palavras que cuspo da minha mente na esperança de aliviar meu pensamento, mas na mesma velocidade que limpo, tudo já se suja. Palavras me salvam, me contagiam, e o conjunto delas se forma num sentimento que arranquei de mim. Sim, arranquei. Porque dói. Tudo dói, e nessa distância da minha sobriedade já perdi o caminho de volta. Existe uma faísca de esperança de ser tão boa quanto já fui um dia, mas algo me diz pra olhar para frente e não para trás. Porém, o futuro é escuro. Preciso chegar até ele, acender uma luz para descobrir o que ele esconde. Mas isso não parece conveniente para mim. Temo me tornar alguém pior, ou ficar pior, e ao invés de subir, só descer — andando para frente. Mas e se eu não andar? Nunca fui de me arriscar, porque na mesma possibilidade de dar certo, pode dar errado. Eu sou forte, mas não sei se o peso que a minha mente irá me colocar caso eu saia da linha será algo que posso aguentar. Existe a possibilidade de ser um novo PR que irei bater, ou talvez o peso me esmague de uma vez, e acabe com o sofrimento de vez. Possibilidades, riscos, e se...
Por anandayasmin