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Príncipe: Era de noite quando eu bati à tua porta e na escuridão da tua casa tu vieste abrir e não me conheceste. Era de noite são mil e umas as noites em que bato à tua porta e tu vens abrir e não me reconheces porque eu jamais bato à tua porta. Contudo quando eu batia à tua porta e tu vieste abrir os teus olhos de repente viram-me pela primeira vez como sempre de cada vez é a primeira a derradeira instância do momento de eu surgir e tu veres-me. Era de noite quando eu bati à tua porta e tu vieste abrir e viste-me como um náufrago sussurrando qualquer coisa que ninguém compreendeu. Mas era de noite e por isso tu soubeste que era eu e vieste abrir-te na escuridão da tua casa.

Por Ana Hatherly

COMO CORTAR RELAÇÕES Às vezes tesoura cega basta noutros casos é preciso usar os dentes o fio de uma peixeira a minúcia de um canivete suíço às vezes a substância é tão frágil que com a ideia de um corte se desmancha noutros casos há que cortar os mares

Por Adriana Lisboa

Marcos, MC, 8:25, Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia tudo de modo perfeito.

Por Marcos, Novo Testamento

Mateus, MT, 11:15, <J>Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.</J>

Por Mateus, Novo Testamento

Isaías, IS, 14:28, No ano em que o rei Acaz morreu, foi pronunciada esta sentença:

Por Isaías, Antigo Testamento

Êxodo, EX, 32:12, Por que deixar que os egípcios digam: ´Ele os tirou de lá com más intenções, para matá-los nos montes e para eliminá-los da face da terra`? Deixa de lado o furor da tua ira e muda de ideia quanto a este mal contra o teu povo.

Por Êxodo, Antigo Testamento

Então paga pra ver, vem‚ testa minha ambição Mano, eu tô voando alto sem tirar meu pé do chão Sou mais do que você vê, além da sua percepção Me diz onde você tava nos meus tempos de aflição

Por Krawk

II Crônicas, 2CR, 11:3, - Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a todo o Israel em Judá e Benjamim:

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Digo eu sobrevivente de circunstâncias que me negaram dó haja o que houver olhe só pra frente não pra trás, o que tem lá é pó

Por Danilo Gentili

Áureos tempos aqueles quando na manhãzinha goiaba colhíamos no cerrado gabirobas ainda vestidas de orvalho. Pés e patas competiam no capim pródigo de carrapichos. Gestos elásticos ultra-rápidos assustávamos insetos e aves. Um séquito de suaves súditos nos seguia em semi-adoração nós, os príncipes daquele feudo. Depois, o asfalto rasgou o campo. Cogumelos de concreto brotaram. Cresceram as crianças e a cidade. Anãs ficaram as árvores aos pés de edifícios colossais. Sumiram pássaros gabirobas araçás. Fim de passeios e piqueniques. Só ficou a fome funda das frutas no vão sem remissão das bocas .

Por Astrid Cabral