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⁠Eu quero assumir quem eu sou, eu quero que as pessoas se acostumem que quem eu sou também erra, quem eu sou também tem defeitos e quem eu sou tem qualidades. Eu queria ser real. Só queria passar verdade pras pessoas.

Por Anitta: Made in Honório

Marcos, MC, 9:4, E lhes apareceu Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus.

Por Marcos, Novo Testamento

Apocalipse, AP, 18:24, E nela foi encontrado sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.`

Por Apocalipse, Novo Testamento

Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações.

Por Desconhecido

A amizade e o amor estimam-se como dois irmãos que têm uma herança a partilhar.

Por Axel Oxenstiern

Era muito bom fazer algo que não tinha sentido algum.

Por Emily M. Danforth

I Reis, 1RS, 6:20, O Santo dos Santos tinha nove metros de comprimento, nove de largura e nove de altura; cobriu-o de ouro puro. Cobriu também de ouro o altar de cedro.

Por I Reis, Antigo Testamento

Se não confias num homem, estás a convertê-lo em mentiroso.

Por Textos Taoístas

Nada é impossível de mudar Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

Por Bertolt Brecht

Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'? Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova.As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase. Vomitar esse tédio sobre a cidade. Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado. Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos os homens voltam para casa. Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdoá-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ração diária de erro, distribuída em casa. Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal. Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima. Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Por Carlos Drummond de Andrade